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Motivo não informado
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Por Bruno Sznajderman
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Com informações da agência EFE
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06/07/2025 às 16:15
RIAD (Arábia Saudita), 13/05/2025 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (à esquerda), e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman bin Abdulaziz Al Saud (à direita), participam do discurso principal no Fórum de Investimento Arábia Saudita-EUA em Riad, Arábia Saudita, em 13 de maio de 2025. (Foto: Ali Haider/EFE/EPA)
A Arábia Saudita decidiu não participar da primeira sessão plenária da 17ª Reunião de Cúpula do Brics, iniciada neste domingo (6) no Rio de Janeiro, que abordou geopolítica e conflitos bélicos, de acordo com informações da Agência EFE.
O país, aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio, também optou por não comparecer à foto oficial com os demais membros permanentes do grupo, momento que precedeu o debate intitulado “Paz e Segurança, e Reforma da Governança Global”.
Na abertura do encontro, o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) criticou o aumento do gasto militar recentemente acordado pelos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), declarou o “colapso do multilateralismo” e classificou como “desastrosas” as campanhas militares das últimas décadas no Afeganistão, Iraque, Líbia e Síria.
Lula também denunciou “as violações à integridade territorial do Irã” e pediu que Rússia e Ucrânia conversem de forma “direta” para um cessar-fogo e uma “paz duradoura” que ponha fim ao conflito.
A Arábia Saudita, no entanto, participará das duas sessões posteriores, que tratarão de “fortalecimento do multilateralismo, assuntos econômico-financeiros e inteligência artificial”, e meio ambiente, esta última prevista para segunda-feira.
A comitiva saudita é liderada pelo ministro das Relações Exteriores, o príncipe Faisal bin Farhan al-Saud, conforme informou a Presidência brasileira na véspera da cúpula do BRICS, bloco que reúne as principais economias do Sul Global.
A Arábia Saudita é considerada membro do BRICS desde 2024. Criado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia e China, o BRICS admitiu a África do Sul depois e, desde 2024, permitiu a entrada de seis novos membros plenos: Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã, Indonésia e Arábia Saudita.
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