A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta sexta-feira (8) que não há evidências de que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, esteja ligado ao cartel mexicano de Sinaloa. A declaração rebate narrativa do vizinho Estados Unidos, que um dia antes dobrou de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (R$ 273,1 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro. Washington acusa o líder chavista de atuar como um dos principais narcotraficantes do mundo e de ter vínculos com o grupo criminoso do México. Ao ser questionada por jornalistas sobre a acusação dos EUA, Sheinbaum disse que era a primeira vez que ouvia falar do assunto. “Da parte do México, não há nenhuma investigação relacionada a isso”, afirmou a presidente. “Como sempre dizemos, se tiverem alguma evidência, que a apresentem. Nós não temos nenhuma prova”, declarou. A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, publicou na quinta um vídeo na rede social X reiterando as acusações contra Maduro. Segundo ela, o ditador utiliza organizações criminosas internacionais, incluindo a facção venezuelana Tren de Aragua e o cartel de Sinaloa, para introduzir drogas e fomentar a violência nos EUA. Segundo a procuradora, a agência antidrogas americana (DEA, na sigla em inglês) já confiscou 30 toneladas de cocaína relacionadas a Maduro e seus aliados. O Departamento de Justiça também teria apreendido mais de US$ 700 milhões (R$ 3,8 bilhões) em ativos vinculados a ele, incluindo dois jatos privados, nove veículos e outros bens. “Sob a liderança do presidente [Donald] Trump, Maduro não escapará da Justiça e responderá por seus crimes atrozes”, afirmou Bondi, ao justificar o aumento da recompensa. A medida gerou reação do regime venezuelano. Pelo Telegram, o chanceler Yván Gil disse que a recompensa é uma “cortina de fumaça ridícula” e uma “operação grosseira de propaganda política”. Segundo ele, Washington tenta distrair os cidadãos americanos de seus próprios problemas internos. Cercanías A newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora e jornalista Sylvia Colombo A relação entre EUA e Venezuela está rompida desde o primeiro mandato de Trump (2017–2021). Em 2020, Washington acusou formalmente Maduro de narcoterrorismo e de conspiração para o tráfico de drogas, oferecendo inicialmente US$ 15 milhões por informações que levassem à sua captura. Já Sheinbaum, que goza de uma alta popularidade interna, ganhou projeção internacional como uma líder hábil no trato com Trump. O México é um dos países com mais rejeição ao republicano entre 24 nações incluídas em uma pesquisa do Pew Research Center no começo de junho —91% dos mexicanos disseram não ter confiança na liderança do presidente americano em assuntos internacionais.
Ultimas Noticias
- Taperoá e o manual do caos administrativo: secretário, carro oficial e um bafômetro que virou inimigo público
- SELIC NAS ALTURAS: o que isso tem a ver com o preço do picolé em Valença?
- Prefeitura de Valença lança plataforma ElaProtegida para acolhimento de mulheres vítimas de violência
- Valença inicia distribuição do pescado da Semana Santa 2026
- Ministério Público fará campanha contra assédio eleitoral neste ano
- Anvisa proíbe venda de fórmula infantil contaminada por toxina
- Obras avançam em São Benedito e reforçam desenvolvimento na zona rural de Nilo Peçanha
- Representante de empresa odontológica de São Paulo visita Laboratório de Prótese Dentária Marcos Venâncio em Valença

