Acidente ocorreu na madrugada desta terça-feira (12) em unidade da Enaex Brasil, em Quatro Barras; sete pessoas ficaram feridas e investigações já foram abertas para apurar causas
A madrugada desta terça-feira (12) foi marcada por uma tragédia na Região Metropolitana de Curitiba. Uma forte explosão destruiu completamente uma unidade da empresa Enaex Brasil, fabricante de explosivos, localizada no município de Quatro Barras, deixando nove mortos e sete feridos. O impacto foi tão intenso que moradores de bairros próximos relataram ter sentido o tremor e ouvido o estrondo a quilômetros de distância.
De acordo com informações confirmadas pela empresa e pelo Corpo de Bombeiros, todas as vítimas fatais eram funcionários que estavam na planta industrial no momento da detonação. Entre elas, estavam seis homens e três mulheres. Os feridos sofreram lesões leves e foram atendidos em hospitais da região, recebendo alta médica ainda pela manhã.

A explosão aconteceu por volta das 5h30 e destruiu por completo o setor onde estavam armazenados e manipulados produtos químicos e materiais explosivos. No local, restou apenas uma cratera. A força da detonação também provocou danos estruturais em imóveis próximos, quebrando janelas e portas.


As equipes de resgate enfrentaram dificuldades para atuar na área devido ao risco de novas explosões. O esquadrão antibombas da Polícia Militar isolou o perímetro, enquanto o Corpo de Bombeiros conduziu as operações de rescaldo e buscas. Inicialmente, havia a suspeita de desaparecidos, mas as buscas confirmaram que as nove pessoas não localizadas haviam sido vitimadas pela explosão.
A Polícia Científica montou uma força-tarefa para identificar os corpos, que ficaram irreconhecíveis devido à intensidade da explosão. O procedimento será feito por meio de exames de DNA. O Ministério Público do Trabalho já instaurou um procedimento para investigar as causas do acidente e apurar eventuais responsabilidades.
A Enaex Brasil lamentou o ocorrido em nota oficial, prestando solidariedade às famílias e afirmando que dará todo o suporte necessário. A empresa informou que colabora com as autoridades e que a prioridade, neste momento, é o atendimento às vítimas e seus familiares.
Moradores da região, ainda abalados, descrevem a cena como “apocalíptica” e dizem que nunca presenciaram nada semelhante. “Foi como um terremoto. As paredes tremeram e o barulho foi ensurdecedor”, relatou uma testemunha que vive a pouco mais de 2 km da fábrica.
O caso segue em investigação para determinar a origem da explosão, enquanto a comunidade local tenta se recuperar do choque provocado pelo maior acidente industrial da história recente do Paraná.


