Milhares de manifestantes saíram às ruas de Israel, neste domingo (17), em uma das maiores manifestações contra o governo do primeiro-ministro Benjamim Netanyahu. Eles cobram um acordo que permita o retorno dos reféns israelenses sob controle do Hamas. Além disso, protestam também contra a condução da guerra feita pelo governo. “A pressão militar não traz os reféns de volta — apenas os mata”, disse o ex-refém Arbel Yehoud em uma manifestação na praça dos reféns em Tel Aviv, epicentro dos protestos desde o início da guerra. “A única maneira de trazê-los de volta é por meio de um acordo, de uma vez, sem jogos.”Leia mais: Israel aprova plano para ‘controle total’ de Gaza em meio à fome e críticas da ONU; Hamas fala em ‘crime de guerraA imprensa local calcula que cerca de 220 mil pessoas participaram das manifestações, espalhadas por ruas e praças do país. Ao todo, 38 manifestantes foram detidos pela polícia. Em algumas cidades, os protestos bloquearam ruas e estradas. Teatros e museus fecharam as portas ao longo do dia em solidariedade aos atos. As manifestações acontecem no momento que Benjamin Netanyahu anuncia que as forças israelenses realizarão uma nova ofensiva contra a cidade de Gaza, no norte do território palestino. O chefe do Estado-maior anunciou que esta fase é uma nova guerra e que o foco é atacar de “forma decisiva” o Hamas. Em nota, o Hamas afirmou que as declarações da autoridade israelense “são a promessa de nova onda de extermínio e deslocamento em massa”. Em reunião com a própria equipe, o premiê israelense criticou quem pede o fim da guerra sem a derrota definitiva do Hamas, apontando que esta postura apenas “fortalece a posição do Hamas e atrasa a libertação de reféns”. Os israelenses, por sua vez, discordam dessa nova onfensiva contra a cidade de Gaza e consideram que os ataques colocam em risco a vida dos reféns. Com informações do Opera Mundi
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