A Fundação Palmares completou nesta sexta-feira 37 anos de história. A instituição, ligada ao Ministério da Cultura, defende a cultura afro-brasileira, a valorização das comunidades quilombolas e a luta contra o racismo. A celebração aconteceu em Brasília com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, de parlamentares e lideranças religiosas e comunitárias. O 1º primeiro presidente da Fundação Palmares em 1988, Carlos Alves Moura, de 85 anos, lembrou o momento político em que a instituição foi criada. No evento, houve o relançamento da Lista de Personalidades Negras, um reconhecimento a pessoas que transformaram a vida cultural e política do Brasil. Foram selecionados para a homenagem, 330 negros e negras em referência aos 330 anos da morte de Zumbi dos Palmares, em novembro, um dos maiores líderes da resistência negra contra a escravidão no Brasil. Entre os homenageados, artistas da música como Alcione, além de Arlindo Cruz, morto no início deste mês, e Preta Gil, que morreu no mês passado. A deputada federal Benedita da Silva e a escritora e poetisa Carolina de Jesus, que morreu em 1977, também estão na Lista de Personalidades Negras. O presidente da Fundação Palmares, João Jorge Rodrigues, ressaltou a importância da luta contra a discriminação e o racismo. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou o que ela classificou a preservação da cultura negra como uma das maiores missões da Fundação Palmares. Durante a cerimônia, foram assinados acordos de cooperação com a Fundação Banco do Brasil e com a Universidade de Brasília. Entre eles, está a implantação do Sistema Nacional de Informações Quilombolas e de Povos de Terreiro. E foram abertas ainda as inscrições do Eixo AfroDigital, com doação de computadores, para a inclusão digital em comunidades tradicionais.
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