O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, destacou que Brasil e México se comprometeram a aumentar os investimentos recíprocos e a corrente de comércio bilateral, além de atualizar e ampliar dois acordos econômicos assinados em 2002. “É bom esclarecer que em nenhum momento se pensou em ter livre comércio. Livre comércio nós temos no Mercosul, que é um tratado, então você tem ali o livre comércio e união aduanera. O que nós estamos trabalhando com o México é atualizar, ampliar o acordo de comércio exterior de investimento chamado ACS 53 e ACS 55.” Alckmin destacou as medidas, nesta quinta-feira, após o encerramento da agenda oficial de dois dias da comitiva brasileira ao México. O vice-presidente detalhou o cronograma dos dois Acordos de Complementação Econômica, ACE 53 e ACE 55, entre Brasil e México, com previsão de rodadas de negociações até julho de 2026. Segundo o governo federal, o México é o sexto destino das exportações brasileiras, o décimo na origem das importações e o sétimo na corrente de comércio. São quase 14 bilhões de dólares em 2024, o que representa um superávit para o Brasil superior a 2 bilhões de dólares. Atualmente, o México é o segundo maior comprador de carne bovina brasileira. Alckmin explicou que o Brasil vai atender uma exigência do país parceiro de rastreabilidade de produtos oriundos da agropecuária sem cessar as exportações. “Eles têm uma exigência de que haja uma rastreabilidade individual. O que nós dissemos? Nós vamos cumprir a rastrabilidade, mas isso tem um cronograma. Então, o que nós queremos é que não interrompa essa venda do produto brasileiro enquanto o Brasil caminha na rastrabilidade. Então, isso ficou bem acordado.” Quanto aos novos mercados, o Brasil vai comprar pêssego, aspargo e derivados de atum do México e exportar ração para suínos e bovinos. Durante a agenda também foram anunciados acordos e protocolos de intenções nas áreas da saúde, da aviação civil e de biocombustíveis.
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