Um plano de pós-guerra para a Faixa de Gaza prevê que o enclave seja administrado pelos Estados Unidos por 10 anos. Ele também fala em expulsar os palestinos do território, mediante pagamento de US$ 5 mil, cerca de R$ 27 mil reais. As informações foram publicadas hoje pelo jornal norte-americano “The Washington Post”. Segundo o jornal, fontes tiveram acesso a um documento de 32 páginas que trás descrições detalhadas sobre o plano, que incluiria, pelo menos, uma realocação temporária de toda a população de Gaza, seja por meio do que chama de partidas “voluntárias” para outro país ou para zonas restritas e seguras dentro do enclave durante a reconstrução. Ainda segundo o jornal, aqueles que possuem terras receberiam um token digital em troca dos direitos de reconstruir suas propriedades, a ser usado para financiar uma nova vida em outro país ou, eventualmente, resgatado por um apartamento em uma das seis a oito novas “cidades inteligentes” a serem construídas em Gaza. Cada palestino que optar por sair receberá um pagamento em dinheiro de US$ 5.000 e subsídios para cobrir quatro anos de aluguel em outro lugar, bem como um ano de alimentação. O documento também afirma que Gaza se tornará uma região “pró-americana”, dando aos Estados Unidos acesso a recursos energéticos e minerais críticos. O jornal afirma que a fronteira leste de Gaza com Israel seria uma zona industrial “inteligente”, incluindo empresas americanas de veículos elétricos e centros de dados regionais para servir Israel e os países do golfo pérsico. A orla oeste de Gaza seria reservada para a “Riviera Trump de Gaza”, ostentando “resorts de classe mundial”. Parte deste plano já havia sido anunciado Donald Trump durante encontro do presidente norte-americano com o primeiro ministro Benjamin Netanyahu em julho. Na época, a comunidade internacional e entidades de direitos humanos rechaçaram a ideia, já que o deslocamento forçado de uma população viola leis de direito internacional. Além disso, mais de 140 países reconhecem o estado palestino, do qual a Faixa de Gaza faz parte. Hoje o Grupo Hamas se manifestou sobre as publicações e disse que “Gaza não está à venda”.
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