O chefe da diplomacia dos Estados Unidos (EUA), o secretário de Estado Marco Rubio (à esquerda na foto), viajou ao México nesta terça-feira (2) e, em seguida, vai ao Equador para discutir medidas de combate às drogas em meio às ameaças de invasão militar dos EUA contra a Venezuela. A Casa Branca acusa o governo da Venezuela de liderar um cartel de drogas e, sob esse argumento, tem mobilizado navios militares na costa do país caribenho. A acusação de que a Venezuela seria um “narcoestado” é rejeitada por especialistas em mercado mundial de drogas. Em nota, o órgão equivalente ao Ministério das Relações Exteriores dos EUA informou que as visitas desta semana ao México e ao Equador vão tratar das prioridades-chave da Casa Branca, entre elas, as “ameaças narcoterroristas”. “Isso inclui medidas rápidas e decisivas para desmantelar cartéis, interromper o tráfico de fentanil, acabar com a imigração ilegal, reduzir o déficit comercial, promover a prosperidade econômica e neutralizar atores malignos extraterritoriais”, diz o comunicado. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (2), a presidenta do México, Claudia Sheinbaum (ao centro na foto), descartou que a Casa Branca possa intervir diretamente em território mexicano contra os cartéis de drogas do país latino-americano. “Não aceitamos interferência, violação do nosso território ou subordinação, mas sim colaboração entre nações em igualdade de condições. É isso que colocamos na mesa e foi aceito”, disse a presidenta na tradicional coletiva matinal à imprensa.
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