Greta Thunberg afirmou que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, deve cumprir seu “dever legal de agir para prevenir um genocídio” em Gaza. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal The Guardian, neste domingo (8). “As palavras para descrever aqueles que estão do lado errado da história, apoiando ou cometendo crimes de guerra, ainda não existem. Mas serão usadas contra pessoas como Starmer”, afirmou Greta. A ativista criticou o primeiro-ministro britânico antes de uma possível reunião nesta semana com o presidente de Israel, Isaac Herzog. Starmer também foi pressionado por seus parlamentares a não se reunir com o chefe de Estado israelense. “Vimos civis se manifestando em todo o mundo, mas há uma grande ausência daqueles com responsabilidade legal de agir. Esses governos e líderes têm o dever de prevenir um genocídio e não apoiar um regime de apartheid”, disse. Thunberg está a bordo de um barco que faz parte da Flotilha Global Sumud, composta por cerca de 50 embarcações e centenas de ativistas em missão de assistência humanitária a Gaza, onde a ONU alertou no mês passado que civis enfrentam a fome. Esta é a segunda missão de ajuda da ativista, que em junho foi detida em águas internacionais junto com os 12 tripulantes do barco Madleen pelas autoridades israelenses, pouco antes de chegar a Gaza. A embarcação vinculada à Coalizão da Flotilha da Liberdade, que envia ajuda humanitária ao território desde 2008, pretende entregar alimentos, fórmula infantil e suprimentos médicos, além de chamar atenção internacional para a situação em Gaza.
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