Às vésperas da realização da trigésima Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP-30, os debates sobre o futuro do planeta ganham força! Questões essenciais como a redução de emissões, investimentos em energias renováveis, preservação de florestas e biodiversidade, além de justiça climática, estarão na mesa do encontro, que vai reunir em Belém, no Pará, líderes mundiais, cientistas e representantes da sociedade civil. Mas, essa batalha ambiental vem de longe e se sedimentou em 1997. Naquele ano um tratado internacional estabeleceu compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa, considerado causa da elevação anormal da temperatura média do planeta. Primeiro acordo global contra a poluição, o Protocolo de Quioto entrou em vigor para valer em 16 de fevereiro de 2005, estabelecendo metas de redução de emissões para os países desenvolvidos. E ganhou o nome por ter sido assinado na cidade japonesa de Kyoto. A proposta era que os países mais poluidores promovessem um corte maior nas suas emissões. Ao menos 30 nações industrializadas se comprometeram em reduzir cerca de 5% de suas emissões de gases nocivos até 2012, frente aos níveis de 1990. O líder em Mudanças Climáticas do WWF-Brasil, Fundo Mundial para a Vida Selvagem, Alexandre Prado, explica como foi esse processo. Entre outras novidades, o acordo criou um mercado de créditos de carbono, em que países com emissões reduzidas passaram a ganhar créditos, com possibilidade de vendê-los às nações mais poluentes. O Protocolo de Quioto estabeleceu um rigoroso sistema de monitoramento, revisão e verificação dos registros precisos dessas transações. O Protocolo também auxiliou os países na adaptação aos efeitos adversos das mudanças climáticas. E facilitou o desenvolvimento e a implantação de tecnologias para aumentar a resiliência aos impactos das mudanças climáticas. Segundo o ambientalista Alexandre Prado, por conta do tratado internacional, o Brasil avançou na legislação ambiental. Em 2015, o mundo deu mais um salto nas questões climáticas. O Acordo de Paris substituiu o Protocolo de Quioto, e é o documento que vale até hoje. Nos primeiros sete anos, nada menos que 194 países assinaram o acordo, se comprometendo a reduzir as emissões para manter o aumento da temperatura média mundial abaixo dos 2°C em relação aos níveis pré-industriais. Agora, a expectativa é que todas essas questões, assim como as discussões sobre financiamento para países em desenvolvimento, ganhem espaço na COP-30. A proposta é reforçar as metas de descarbonização, os avanços em sustentabilidade e economia verde, estabelecidos no Acordo de Paris. Tudo isso, daqui a cerca de dois meses, quando será aberta a COP-30. Entre os dias 10 e 21 de novembro, a Conferência fará os olhos do mundo se voltarem para o norte do Brasil, que abriga uma joia ambiental: a região amazônica, parte da maior floresta tropical do mundo
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