O presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-dama, Brigitte Macron, anunciaram que vão apresentar provas científicas para encerrar os rumores que alegam que Brigitte teria nascido homem. A decisão faz parte de um processo de difamação movido contra a influenciadora norte-americana Candace Owens, responsável por difundir publicamente a teoria de que Brigitte seria, na verdade, seu irmão mais velho, Jean-Michel Trogneux. Segundo o advogado do casal, Tom Clare, as evidências serão apresentadas em um tribunal de Delaware, nos Estados Unidos, onde Owens é acusada de promover uma campanha difamatória com o objetivo de atrair engajamento e audiência em suas redes. Clare afirmou ao podcast Fame Under Fire, da BBC, que seus clientes estão dispostos a demonstrar “de forma genérica e específica” a falsidade das alegações. Embora tenha ganhado força recentemente, a teoria conspiratória circula na França desde 2017, ano em que Emmanuel Macron foi eleito. À época, publicações em redes sociais alegavam que Brigitte nunca teria existido e que sua identidade teria sido assumida por Jean-Michel após uma suposta transição de gênero. A imprensa francesa já havia desmentido essas alegações. O caso não é inédito: em junho de 2024, duas francesas chegaram a ser julgadas em Paris por espalharem o mesmo boato em uma entrevista de quatro horas publicada no YouTube em 2021. Uma delas se apresentava como médium, e a outra como “jornalista independente”. Em ocasiões anteriores, Macron classificou os rumores como “cenários inventados” e afirmou que eles refletem ataques “machistas e sexistas” contra “uma mulher poderosa” que o acompanha. Segundo o presidente, a pior consequência dessas teorias é ver “pessoas acreditando em informações falsas que acabam perturbando até nossa intimidade”. França convoca embaixador dos EUA após críticas sobre ações contra antissemitismo Charles Kushner disse que as ações de Emmanuel Macron são insuficientes na “luta contra o antissemitismo” Folhapress | 06:20 – 25/08/2025
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