O Sistema Cantareira, que garante água para cerca de 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo, está em seu pior nível nos últimos dez anos. Neste mês de setembro, o reservatório apresenta apenas 29,7% do volume total de água, o menor nível desde 2015. Naquele ano, o sistema enfrentou uma crise hídrica e a administração pública iniciou a retirada de água do chamado volume morto — uma reserva que só pode ser usada em situações de emergência. Após a última crise, a Agência Nacional de Águas e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo publicou, em 2017, uma resolução que determina que o Sistema do Cantareira entre em restrição quando ficar abaixo dos 30%, como acontece agora. Assim, por decisão da Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) passou a reduzir, desde o fim de agosto, a pressão da água. Na última semana, o período foi ampliado e o racionamento se inicia às 19h e se estende até às 5h. Moradores já podem sentir a diferença na pressão da água que sai das torneiras nesse horário. “Essa medida preventiva visa evitar perdas por vazamentos e rompimentos de tubulações, contribuindo para a manutenção dos níveis dos reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano”, informa a nota publicada no site da companhia. O Sistema Integrado Metropolitano (SIM) é a rede de abastecimento de água da Grande São Paulo e tem o Sistema Cantareira como um dos principais mananciais.
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