Um ex-funcionário de uma empresa privada em Ituberá procurou nossa redação para denunciar situações de suposto abuso de poder e acúmulo de funções durante o período em que atuou na organização. Segundo o trabalhador, que prefere manter o anonimato por temer retaliações no mercado de trabalho, ele executava tarefas de diferentes setores sem receber qualquer adicional salarial.
O denunciante afirma que sua função registrada em carteira não correspondia ao que realmente exercia no dia a dia. “Era responsável por um setor específico, mas me mandavam fazer serviços que exigiam outro profissional. Eu acabava sendo eletricista, carregador, operador e atendente ao mesmo tempo. No final do mês o pagamento era o mesmo, sem reconhecimento”, relatou.
Além do acúmulo de trabalho, o ex-funcionário acusa a empresa de pressionar colaboradores com ameaças e tratamento desrespeitoso. Ele diz que os empregados se sentiam constantemente intimidados. “Quando a gente reclamava, escutava que quem não estivesse satisfeito podia ir embora. Era como se nossos direitos fossem favor e não lei”, completou.
O que diz a legislação
Segundo uma advogada trabalhista consultada pela reportagem, o caso deve ser investigado com seriedade. A legislação brasileira estabelece que, quando o colaborador é obrigado a exercer funções além daquelas para as quais foi contratado, tem direito a adicional salarial compatível com as atividades desempenhadas.
“Se o trabalhador é contratado para uma função administrativa, por exemplo, e passa a realizar tarefas operacionais ou técnicas, o empregador deve rever a remuneração ou ajustar o contrato. Caso contrário, caracteriza-se acúmulo de função, que pode gerar indenização e correção salarial”, explicou a especialista.
Sindicato deve acompanhar denúncias
Justiça como último recurso
O ex-colaborador informou que pretende mover uma ação trabalhista para garantir seus direitos e servir de exemplo para outros trabalhadores que venham enfrentando situação parecida.
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“Eu só quero o que trabalhei para ter. Tudo o que fiz foi com responsabilidade. Não vou me calar”, concluiu.
Por Redação CN/ Com relatos do denunciante”


