O Conselho de Segurança das Nações Unidas removeu as sanções contra o líder sírio Ahmed al-Sharaa, que deve se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, na próxima segunda-feira (10). A resolução elaborada pelos EUA e aprovada nesta quinta (6) também suspendeu as sanções contra o ministro do Interior sírio, Anas Khattab. Ela recebeu 14 votos a favor, enquanto a China se absteve. Washington vinha pressionando o Conselho de Segurança, composto por 15 membros, há meses para que aliviasse as sanções contra o país do Oriente Médio. Após 13 anos de guerra civil, o então ditador da Síria, Bashar al-Assad, foi deposto em dezembro em uma ofensiva relâmpago das forças insurgentes lideradas pelo grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS). Anteriormente conhecido como Frente Nusra, o HTS era o braço oficial da Al Qaeda na Síria até romper os laços em 2016. Desde maio de 2014, o grupo está na lista de sanções do Conselho de Segurança da ONU contra a Al-Qaeda e o Estado Islâmico. Diversos membros da HTS também estão sujeitos a sanções da ONU, que incluem proibição de viagens, congelamento de bens e embargo de armas, incluindo seus líderes Sharaa e Khattab. Trump anunciou uma grande mudança na política externa dos EUA em maio, quando afirmou que suspenderia as sanções americanas contra a Síria. Naquele momento, o presidente americano afirmou que as medidas cumpriram uma função importante, mas que já era hora de Damasco avançar. “Ordenarei o fim das sanções contra a Síria para dar a eles uma chance de grandeza”, disse o republicano durante uma viagem a Riad, na Arábia Saudita, onde começou seu giro pelo Oriente Médio no início do ano. “É hora de eles brilharem. Estamos removendo todas elas. Boa sorte, Síria, mostre-nos algo muito especial.” Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Trump afirmou ter tomado a decisão após discussões com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, cujos governos pressionaram os EUA e países da União Europeia pelo fim das sanções contra a Síria. Segundo um relatório da ONU consultado pela agência de notícias Reuters em julho, os monitores de sanções das Nações Unidas não observaram “laços ativos” entre a Al Qaeda e a HTS neste ano.
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