Durante o 3º Fórum Acadêmico do Sul Global, realizado em Xangai nos dias 13 e 14 de novembro, a professora de História da Universidade Nelson Mandela, Naledi Nomalanga Mkhize, destacou que fortalecer a perspectiva do Sul Global e cultivar a consciência histórica coletiva são fundamentais para enfrentar os desafios da nova Guerra Fria e da desglobalização. No painel “O novo desenvolvimento do Sul Global na pós-guerra e o Movimento de Países Não Alinhados”, pesquisadores discutiram como o legado do Movimento de Países Não Alinhados e iniciativas contemporâneas de cooperação internacional, como os Brics e a Iniciativa da Nova Rota da Seda, podem contribuir para que os países do Sul Global compartilhem um destino comum e atuem unidos diante das adversidades do mundo contemporâneo. Naledi ressaltou que a compreensão da história e a valorização das lutas de libertação são essenciais para consolidar a unidade do Sul Global. “É importante ensinar aos nossos alunos uma forte consciência histórica. Na Universidade Nelson Mandela, ajudamos os alunos a se verem como membros do Sul Global e da comunidade africana, valorizando todas as lutas de libertação e histórias que nos unem”, afirmou. O fórum, organizado pela Universidade Normal do Leste da China, Universidade de Johannesburgo e Instituto Tricontinental de Pesquisa Social, contou com mesas de debate, apresentações e workshops que reforçaram a troca de experiências e a solidariedade entre os participantes, consolidando o evento como uma plataforma global de diálogo e cooperação para o Sul Global. Em entrevista ao Brasil de Fato, a professora Naledi Nomalanga Mkhize aprofundou suas reflexões sobre os desafios do Sul Global, a importância da consciência histórica e o legado do Movimento de Países Não Alinhados, destacando como esses elementos podem orientar a cooperação entre os países do Hemisfério Sul na era contemporânea. Brasil de Fato – Qual a importância deste fórum para o Sul Global no contexto atual? Naledi Nomalanga Mkhize – Acredito que o fórum tem sido uma forma de realmente trocar ideias entre pessoas do Sul Global, especialmente no atual contexto geopolítico. Portanto, torna-se importante unir nossas perspectivas, pois teremos que lidar com muitos comportamentos hegemônicos vindos de outras partes do mundo. Precisamos ouvir mais a perspectiva do Sul Global e sermos capazes de defendê-la com firmeza. Qual é o papel da educação e da consciência histórica nesse contexto? Falei sobre a importância de ensinar aos nossos alunos uma forte consciência histórica. Na Universidade Nelson Mandela, é fundamental ajudarmos os alunos a desenvolverem um senso de si mesmos como membros do Sul Global, bem como membros atuantes da comunidade africana. Uma vez que cultivamos essa imaginação e consciência histórica, isso nos ajuda a valorizar todas as lutas de libertação e as histórias que unem o Sul Global. Que legado do Movimento de Países Não Alinhados é relevante hoje? O Movimento de Países Não Alinhados nos ensinou que é possível romper padrões de rivalidade entre superpotências e construir relações baseadas no respeito e na cooperação. Hoje, precisamos aplicar essa lição nos mecanismos de colaboração como os Brics e outras iniciativas globais, garantindo que o Sul Global compartilhe um destino comum e enfrente unido as adversidades do mundo contemporâneo.
Ultimas Noticias
- Taperoá e o manual do caos administrativo: secretário, carro oficial e um bafômetro que virou inimigo público
- SELIC NAS ALTURAS: o que isso tem a ver com o preço do picolé em Valença?
- Prefeitura de Valença lança plataforma ElaProtegida para acolhimento de mulheres vítimas de violência
- Valença inicia distribuição do pescado da Semana Santa 2026
- Ministério Público fará campanha contra assédio eleitoral neste ano
- Anvisa proíbe venda de fórmula infantil contaminada por toxina
- Obras avançam em São Benedito e reforçam desenvolvimento na zona rural de Nilo Peçanha
- Representante de empresa odontológica de São Paulo visita Laboratório de Prótese Dentária Marcos Venâncio em Valença


