Nicolás Maduro pediu apoio ao povo brasileiro, nesta quinta-feira (4), durante um programa de televisão ao vivo. O ditador venezuelano recebeu um boné do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e disse em portunhol: “A vitória nos pertence. Viva a unidade do povo do Brasil. Viva a unidade com o povo venezuelano”. Com o boné vermelho em mãos, Maduro saudou o movimento e pediu que os brasileiros apoiem seu regime. “Povo do Brasil, saiam às ruas para apoiar a Venezuela em sua luta pela paz e pela soberania. Digo-lhes toda a verdade: temos o direito à paz com soberania. Viva o Brasil”, afirmou o ditador. O pedido faz alusão ao momento de tensão entre a nação venezuelana e os Estados Unidos. Na quinta (4), um novo ataque americano contra uma lancha no oceano Pacífico matou mais quatro pessoas, segundo autoridades dos EUA, fazendo o número de mortos ao longo da ofensiva na região subir para 87. Sob Donald Trump, os EUA fazem a maior mobilização militar na América Latina em décadas, no que o republicano afirma ser uma “guerra às drogas”. Membros linha-dura do governo Trump, como o secretário de Estado, Marco Rubio, defendem uma intervenção militar com o objetivo de derrubar o ditador Nicolás Maduro. Os EUA já deslocaram imenso poder de fogo para próximo da costa da Venezuela. Maduro confirmou nesta semana que conversou com o presidente americano no dia 23 de novembro. A ligação havia sido reportada pela imprensa americana e foi confirmada por Trump no último domingo (30). “Conversei com o presidente dos EUA, Donald Trump. Posso dizer que a conversa foi em tom de respeito”, disse Maduro. “Inclusive, posso dizer que foi um diálogo cordial entre o presidente dos EUA e o presidente da Venezuela.” “Se essa chamada significa que estamos dando passos em direção a um diálogo respeitoso, Estado a Estado, país a país, que seja bem-vindo o diálogo, a diplomacia, porque sempre buscamos a paz”, disse o ditador venezuelano. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Nos bastidores, Rubio vem pressionando Trump a abandonar o diálogo e aprovar o uso da força militar para derrubar o regime venezuelano, de acordo com a imprensa americana. Já outras autoridades na Casa Branca pedem que o presidente reconsidere a proposta supostamente feita por Maduro: uma participação significativa do governo americano na indústria de petróleo da Venezuela em troca de que o ditador permaneça no poder. As forças americanas que hoje estão próximas da Venezuela incluem o porta-aviões USS Gerald Ford, o maior navio de guerra do mundo. Ao mesmo tempo em que deixa aberta a possibilidade de negociar com Maduro, Trump também vem dizendo que, em breve, pode ordenar ataques aéreos contra alvos em solo na Venezuela —uma ação que seria, na prática, uma declaração de guerra.
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