A triagem auditiva neonatal serve para identificar, de maneira precoce, perdas na audição em recém-nascidos, o que possibilita uma intervenção rápida e adequada para mitigar os impactos dessa deficiência nos bebês, além de promover o desenvolvimento da fala, da linguagem, da cognição e da socialização. O novo Guia Nacional de Triagem Neonatal foi lançado pelo Ministério da Saúde e atualiza orientações e fluxos assistenciais voltados a esses cuidados. A fonoaudióloga Monique Barreto descreve como é feito o teste da orelhinha, o primeiro procedimento para verificar a audição do recém-nascido. “É muito importante verificar esse sentido, que nos possibilita a comunicação. Nós temos então o teste de emissões otoacústicas, que é o exame mais utilizado para a maioria dos bebês, e o teste de potenciais evocados auditivos de tronco encefálico, o Peate, que é indicado para bebês que apresentam algum fator de risco para perda auditiva.” Monique Barreto explica ainda como são realizados os testes de emissões otoacústicas e de potenciais evocados auditivos de tronco encefálico e quais são os novos critérios para a aplicação desses procedimentos. “Por exemplo, bebês que ficam internados em unidade de terapia intensiva neonatal por mais de cinco dias, que precisam usar medicações, que tiveram infecções, porque nasceram muito pequenos ou passaram por transfusão sanguínea, precisam realizar os dois exames.” Os indicadores de risco foram revisados na nova versão do Guia Nacional de Triagem Neonatal, de modo a permitir que o processo seja direcionado conforme o tipo de perda auditiva mais provável para cada criança.
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