Sudão: Mais de mil civis foram mortos em abril em um acampamento de refugiados no Sudão, segundo as Nações Unidas. As mortes aconteceram durante a atuação do grupo paramilitar RSF. De acordo com o relatório da ONU, as Forças de Apoio Rápido mataram 1.013 civis ao assumirem o controle de um campo de deslocados em Darfur. Sobreviventes relataram assassinatos generalizados, estupros, tortura e sequestros, com pelo menos 319 pessoas executadas no acampamento ou enquanto tentavam fugir. Para as Nações Unidas, o ataque do RSF pode constituir crime de guerra por homicídio. O grupo paramilitar não se pronunciou, mas já negou, em outros momentos, ter ferido civis. O massacre de abril foi um prenúncio do ataque à cidade de Al-Fashir, no fim de outubro, quando combatentes do RSF foram acusados de matar e sequestrar milhares de pessoas. Austrália: O Estado Islâmico afirmou hoje que o ataque terrorista que deixou 16 mortos em um evento judaico na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, foi um “motivo de orgulho”, mas o grupo não reivindicou a autoria do atentado. Segundo as investigações, dois homens abriram fogo contra a multidão motivados pela ideologia do Estado Islâmico. Hoje, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, prometeu adotar medidas drásticas para combater o extremismo. Bolívia: Na Bolívia, equipes de resgate trabalham dia e noite para retirar moradores ilhados pelas águas após o transbordamento do rio Piraí, no departamento de Santa Cruz. Pelo menos 20 pessoas morreram e dezenas seguem desaparecidas. Seiscentas famílias, em 11 comunidades da região, foram afetadas pelas enchentes. Casas inteiras na cidade de El Torno ficaram soterradas sob grossas camadas de lama e entulho. Venezuela: Em meio à tensão com a Venezuela, os Estados Unidos atacaram mais uma embarcação no oceano Pacífico. Quatro pessoas morreram. Segundo o Exército americano, o barco transitava por uma rota conhecida de tráfico de drogas. Desde agosto, os Estados Unidos começaram a enviar navios de guerra ao mar do Caribe. A justificativa oficial é o combate ao narcotráfico, mas publicações locais afirmam que o real motivo seria ampliar o acesso norte-americano ao petróleo venezuelano. Nesta semana, o presidente Donald Trump determinou o bloqueio total a petroleiros da Venezuela.
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