SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A entrevista coletiva anual que Vladimir Putin realizou nesta sexta-feira (19) em Moscou incluiu uma diversidade de temas, indo da situação econômica russa à Guerra da Ucrânia. Como de costume, sobrou espaço para momentos insólitos, incluindo uma questão sobre ETs. O evento desta sexta é uma tradição que teve vários formatos desde 2001. Sua edição mais longa até aqui foi em 2019, com quatro horas e 54 minutos -neste ano, foram 27 minutos a menos. Em 2022, num momento particularmente ruim da guerra para os russos, ele não ocorreu. Na entrevista, chamada de Linha Direta e Retrospectiva do Ano, Putin responde a questões de jornalistas na plateia, inclusive alguns ocidentais. Para chamar a atenção, em outros anos alguns repórteres traziam até bichos de pelúcia; desta vez, apenas cartazes simples foram permitidos. O evento também apresenta vídeos, mensagens e telefonemas, alguns ao vivo, de cidadãos comuns. Neste ano, o Kremlin disse ter recebido 2,7 milhões de questões prévias. O espaço para o dissenso controlado é garantido: um morador de Volgogrado queixou-se de falta de água, outro de São Petersburgo, do baixo valor de sua pensão estatal. Houve também alguns escorregões dos censores. Num telão que mostrava mensagens de texto, duas foram especialmente irônicas. “Isso não é uma linha direta, é um circo”, disse uma, enquanto outra questionou se “como é sexta, podemos beber já?”. O ponto fora da curva, do planeta aliás, ficou na conta de uma jornalista que pediu para Putin piscar com o olho esquerdo se fosse verdade que o cometa 3I/Atlas é na realidade uma nave alienígena. O russo entrou na brincadeira, fingindo seriedade. “Vou te dizer, mas isso é estritamente entre a gente, é um segredo de Estado. É nossa arma secreta, mas não a usaremos exceto em casos extremos”, brincou, depois validando a hipótese da maioria dos cientistas de que o comportamento inusual do bólido interestelar é natural. Em outro momento, um homem pediu a namorada em casamento e convidou Putin para a festa. O russo não respondeu. Europa desiste de usar reservas russas para ajudar Ucrânia Esquema previa que metade dos R$ 1,17 trilhão de Moscou que estão na Bélgica lastreassem empréstimo a Kiev; para evitar acusação de roubo, valor será bancado por fundos da União Europeia para evitar insolvência do governo Zelenski Folhapress | 11:45 – 19/12/2025
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