O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) desafiou a ordem da Polícia Federal e disse nesta sexta-feira (2) que não voltará à corporação para trabalhar como escrivão. A PF determinou que ele abandonasse o cargo no Legislativo e voltasse ao Brasil para trabalhar. Em vídeo publicado nas redes sociais, o segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse não ter condição de retornar ao Brasil agora porque há uma “perseguição judicial” contra a extrema direita no país. “Não abdico de todos os privilégios parlamentares para se sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos que chefiam a PF. Eu não tenho condição de retornar ao Brasil agora, o Jair Bolsonaro depois de fazer uma cirurgia volta à carceragem da PF. Então não vivemos no Brasil uma normalidade democrática, há um Estado persecutório com uma pessoa tresloucada abusando do seu poder”, afirmou. Ainda de acordo com ele, o objetivo do Supremo Tribunal Federal (STF) e do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é “pegar” a aposentadoria do deputado como agente federal e cassar o porte de armas de Bolsonaro. O deputado afirmou usar uma glock (tipo de pistola automática) da própria PF até hoje. Eduardo está nos Estados Unidos desde março do ano passado e afirma ter deixado o Brasil para evitar uma suposta perseguição política e jurídica. Em território estadunidense, o deputado articulou com a Casa Branca sanções contra a economia brasileira e contra autoridades como o ministro do STF Alexandre de Moraes. Em 18 de dezembro de 2025, Eduardo perdeu o mandato de deputado federal após ultrapassar o limite de faltas correspondente a um terço das sessões deliberativas da Câmara dos Deputados. Antes, ele já havia tentado uma manobra para evitar perder o mandato ao ser escolhido como líder da minoria na Câmara dos Deputados, mas foi impedido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por estar fora do país. Eduardo entrou na PF como concursado em 2010 para ocupar o cargo de escrivão, mas se licenciou para cumprir seu mandato na Câmara. “Querem me prejudicar, Alexandre de Moraes e o governo Lula, mas eu vou fazer de tudo para que se atinja o objetivo desses malfeitores e a conta chegará a eles”, concluiu o congressista.
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