A China anunciou nesta quarta-feira (7) o banimento de dois ministros de Taiwan por serem considerados “elementos radicais” a favor da independência da ilha. Com a decisão, o ministro do Interior, Liu Shyh-fang, e o da Educação, Cheng Ying-yao, assim como suas famílias, ficam impedidos de entrar na China continental, em Macau e em Hong Kong.”Todas as demais medidas punitivas necessárias serão tomadas, e eles serão responsabilizados pelo resto da vida, de acordo com a lei. Os compatriotas de ambos os lados do Estreito de Taiwan são encorajados a continuar fornecendo informações sobre as atividades ilegais e criminosas de Liu Shyh-fang e Cheng Ying-yao”, declarou o porta-voz Chen Binhua, do Gabinete de Assuntos de Taiwan do regime chinês, em entrevista coletiva. Pequim considera Taiwan, que tem um presidente eleito democraticamente, como parte “inalienável” de seu território, tratando o assunto como uma questão doméstica e não descartando o uso da força para uma reunificação. Agora, 14 pessoas fazem parte da lista de “secessionistas”, considerados radicais em favor da independência da ilha. O porta-voz também pediu ao público que continuasse enviando provas dos supostos crimes que as autoridades taiwanesas estariam cometendo.A medida, considerada extrema, gerou protestos de Taipé. O Conselho de Assuntos Continentais de Taiwan condenou “veementemente” a decisão de Pequim e reafirmou que a ilha é soberana e não está subordinada às decisões das autoridades chinesas.” A intenção do PC [Partido Comunista da China] não é atingir as pessoas listadas, mas criar um efeito intimidatório, tentando fazer com que o povo taiwanês abandone sua determinação em manter o status quo e defender a democracia e a liberdade”, afirmou o órgão. O conselho declarou ainda que “ameaças e intimidações jamais abalarão a determinação do povo taiwanês em defender a democracia e a liberdade”. A adição dos membros do governo taiwanês à lista ocorre cerca de uma semana após Pequim executar um dos maiores exercícios militares ao redor de Taiwan.A ação, vista por Taipé como uma medida intimidatória, foi descrita por Pequim como um “alerta severo” aos favoráveis à independência de Taiwan e à interferência externa, além de uma ação legítima e necessária para salvaguardar a soberania e a unidade nacional da China, segundo o porta-voz do Ministério da Defesa, Shi Yi. O exercício também teve como objetivo responder aos Estados Unidos, que dias antes haviam aprovado uma grande venda de peças e aeronaves para Taipé, configurando a primeira autorização do tipo desde que Donald Trump voltou à Casa Branca. China, terra do meio Receba no seu email os grandes temas da China explicados e contextualizados
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