O Kremlin informou nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para integrar o Conselho Executivo para a Paz em Gaza, iniciativa que faz parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel. Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Putin recebeu a proposta por canais diplomáticos e o governo russo ainda analisa os termos do convite. “De fato, o presidente Putin recebeu uma oferta para participar desse Conselho de Paz. No momento, estamos avaliando todos os detalhes da proposta”, disse Peskov à agência estatal russa Tass. Ele acrescentou que Moscou espera retomar contatos com Washington para esclarecer os pontos da iniciativa. De acordo com documentos obtidos pela agência Reuters, o Conselho para a Paz em Gaza teria Trump como presidente vitalício e começaria com foco exclusivo no conflito na Faixa de Gaza. Em uma etapa posterior, o órgão poderia ser ampliado para tratar de outros conflitos internacionais. A minuta do estatuto prevê que os países-membros tenham mandatos de três anos, com a possibilidade de adesão permanente mediante o pagamento de US$ 1 bilhão para financiar as atividades do conselho. Ao todo, cerca de 60 países teriam sido convidados a integrar a iniciativa. Entre os primeiros nomes divulgados estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial norte-americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o empresário Jared Kushner, genro de Trump, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. Argentina, Turquia, Paraguai, Canadá e Egito confirmaram no fim de semana que receberam o convite. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, indicou, por meio de fonte próxima ouvida pela AFP, que pretende aceitar a participação. Também foram convidados os primeiros-ministros do Paquistão, Shehbaz Sharif, e da Índia, Narendra Modi. O anúncio da composição do Conselho Executivo ocorreu após a Casa Branca divulgar a segunda fase do plano de paz proposto por Trump para Gaza. Essa etapa prevê a formação de um governo tecnocrático no território palestino e o desarmamento do Hamas. A nova fase entrou em vigor na última quarta-feira, 14 de janeiro, conforme anunciou Steve Witkoff nas redes sociais, ao afirmar que o plano avançaria do cessar-fogo para a desmilitarização, a criação de uma administração tecnocrática e a reconstrução da Faixa de Gaza. Trump intensifica pressão sobre a Groenlândia: “Chegou a hora” Presidente dos Estados Unidos acusa a Dinamarca de falhar na contenção da Rússia, ameaça impor tarifas a países europeus e eleva o tom ao defender que Washington assuma o controle da ilha estratégica no Ártico Notícias ao Minuto | 07:00 – 19/01/2026
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