O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, afirmou nesta sexta-feira (6) que todos os presos que devem receber indulto por meio de uma lei de anistia em tramitação poderão ser libertados em uma semana. Em vídeo publicado em sua conta no Telegram, Rodríguez disse que a lei de anistia, que concederia indulto a pessoas presas por participarem de protestos políticos ou criticarem figuras públicas, deve receber aprovação final na próxima terça-feira (10), e as libertações começariam nesse mesmo dia. “Esperamos que entre a próxima terça-feira e sexta-feira, no máximo, todos estejam livres”, disse ele, irmão da líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Na quinta (5), o projeto de lei de anistia foi aprovado por unanimidade na primeira das duas votações necessárias na Assembleia Nacional, controlada pelo partido socialista governista. A lei levaria à libertação de centenas de pessoas e provavelmente agradaria ao governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, que tem elogiado as libertações de presos. Grupos de oposição e de direitos humanos da Venezuela afirmam há anos que o regime usa prisões para sufocar a dissidência de políticos, membros das forças de segurança, jornalistas e ativistas, acusando-os arbitrariamente de crimes como terrorismo e traição. Embora o regime sempre tenha negado manter presos políticos, Rodríguez disse a familiares dos detidos que o regime “corrigiria todos os erros cometidos”. O grupo de direitos humanos Foro Penal confirmou a libertação de 383 presos políticos desde que o regime anunciou uma nova série de solturas em 8 de janeiro. No entanto, o grupo afirma que mais de 680 permanecem encarcerados, uma contagem atualizada que inclui presos cujas famílias não haviam denunciado suas detenções por medo. Autoridades do regime afirmaram que o número de libertações chega a quase 900, mas não forneceram um cronograma claro e parecem estar incluindo pessoas libertadas em anos anteriores. Cercanías A newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora e jornalista Sylvia Colombo Entre os defensores de longa data das libertações e da anistia está a vencedora do Nobel da Paz e líder da oposição María Corina Machado, que tem vários aliados próximos presos, incluindo o político da oposição Juan Pablo Guanipa e o advogado Perkins Rocha.
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