A princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, disse nesta sexta-feira (6) lamentar profundamente sua amizade com o abusador americano Jeffrey Epstein, se desculpando diretamente ao rei Harald 5º e à rainha Sonja em comunicado. Mette-Marit, casada com o futuro rei da Noruega, Haakon, é citada frequentemente nos novos documentos divulgados sobre Epstein, levantando dúvidas a respeito de seu futuro na família real do país escandinavo. O príncipe herdeiro, que deve ascender ao trono no futuro próximo —o rei Harald 5º tem 88 anos— não se pronunciou sobre o caso, exceto para dizer que está “cuidando da família” neste momento. “Lamento profundamente minha amizade com Jeffrey Epstein. É importante para mim pedir desculpas a todos aqueles que decepcionei”, disse Mette-Marit em nota. “Também lamento a situação em que coloquei a família real, especialmente o rei e a rainha.” A equipe da princesa diz que ela pede desculpas por não poder se pronunciar mais a fundo no momento devido ao seu tratamento médico —Mette-Marit tem fibrose pulmonar, uma doença sem cura, e aguarda um transplante. O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, havia pedido explicações à princesa sobre o conteúdo dos muitos e-mails trocados com Epstein, condenado em 2008 por contratar uma prostituta menor de idade e preso em 2019 em conexão ao amplo esquema de tráfico sexual que supostamente operava. O abusador cometeu suicídio na prisão. Em 2012, quando Epstein dizia estar em Paris “procurando esposa”, Mette-Marit respondeu que a capital francesa é “boa para o adultério, mas que as escandinavas são melhores esposas”. A princesa, de 52 anos, já havia manifestado no domingo seu pesar por seus contatos com Epstein e por não ter verificado seus antecedentes. A divulgação dos e-mails ocorreu em um período turbulento para Mette-Marit. Seu filho, Marius Borg Hoiby, nascido de uma relação anterior ao casamento com Haakon, está sendo julgado desde terça-feira por 38 acusações, entre elas quatro estupros e atos de violência contra ex-namoradas. Além da princesa, as novas revelações do caso Epstein também atingiram o ex-primeiro-ministro Thorbjorn Jagland e os diplomatas Boerge Brende, ex-ministro das Relações e exteriores e hoje diretor do Fórum Econômico Mundial, e Mona Juul, uma das principais arquitetas dos acordos de Oslo entre Israel e os palestinos.
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