A líder opositora venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, disse neste sábado (14) que os governos de esquerda de Cuba e Nicarágua cairão assim que o “regime criminoso” na Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, for derrotado. Forças americanas capturaram Nicolás Maduro em uma incursão militar em 3 de janeiro em Caracas. Delcy, que era sua vice-presidente, assumiu de forma interina e conduz uma agenda de acordos petrolíferos e libertações de presos políticos sob pressão de Washington. “O que está ocorrendo na Venezuela é gigantesco em termos das repercussões que já estão tendo na região”, afirmou María Corina, vencedora do prêmio Nobel em 2025, em discurso por videoconferência durante a Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha. “Uma vez que desmantelarmos o regime criminoso na Venezuela, Cuba será a próxima, a Nicarágua virá em seguida. Pela primeira vez na história, teremos as Américas livres de comunismo e ditadura”, disse. Tanto Cuba, sob a liderança de Miguel Díaz-Canel, quanto a Nicarágua, governada pelos copresidentes Daniel Ortega e sua esposa Rosario Murillo, são aliadas do chavismo governante na Venezuela. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo María Corina vivia na clandestinidade e deixou o país em dezembro com apoio americano para receber o Nobel da Paz em Oslo. A opositora decidiu entregar a medalha ao presidente americano, Donald Trump, gesto que ele classificou de maravilhoso. María Corina afirmou estar disposta a voltar ao seu país apesar da prisão domiciliar determinada contra um de seus aliados mais próximos, Juan Pablo Guanipa, poucas horas após sua libertação. Ao ser questionada se precisava que os Estados Unidos facilitassem ou permitissem seu retorno ao país, a opositora respondeu que “permissão, não, mas certamente diria que desejamos que haja coordenação”. Em sua apresentação, María Corina previu uma transição para a democracia na Venezuela “ordenada e pacífica”, e indicou que espera se tornar presidente “no momento adequado”. Embora Trump a tenha recebido e declarado que o objetivo político na Venezuela é a realização de eleições e a transição democrática, em suas declarações mais recentes ele omite esse aspecto. Desde a queda de Maduro, Delcy deu uma guinada em sua relação com os EUA, rompida desde 2019, com uma reforma petrolífera que abre as portas ao investimento estrangeiro e oferece condições atraentes para as empresas americanas. Trump mantém uma boa relação com Delcy. Na sexta-feira (13), afirmou que a presidente está fazendo “um ótimo trabalho”.
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