O embaixador do Brasil no Irã, André Veras, avalia que a derrubada do regime islâmico por forças militares estrangeiras seria uma tarefa “hercúlea, sangrenta” e custosa, que ocasionaria perdas econômicas globais. “Não haveria uma possibilidade de mudança [do regime iraniano] ou de algum fim deste conflito se fôssemos pensar apenas da perspectiva de ataques [exclusivamente] aéreos”, disse Veras, ao ser entrevistado pelo jornalista José Luiz Datena, durante o programa Alô Alô Brasil, transmitido pela Rádio Nacional, nesta segunda-feira (9). “[Daí] a discussão sobre o [possível] envio de soldados”, continuou o embaixador, apontando as dificuldades que tropas estrangeiras enfrentariam em uma eventual incursão terrestre, como as dimensões do território iraniano, caracterizado por um terreno montanhoso, e a própria capacidade ofensiva militar do Irã. O embaixador ressalta que no Irã a situação é diferente da encontrada pelos EUA em um passado próximo. “Então, aqui, a coisa vai exigir um pouco mais de esforço se quiserem, realmente, derrubar o regime. E acho que será uma tarefa hercúlea. Sangrenta”, afirmou Veras. Segundo o embaixador, dez dias após Estados Unidos e Israel terem iniciado os primeiros ataques aéreos contra alvos em território iraniano, matando o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e centenas de civis, serviços básicos como o fornecimento de água, luz e gás, continuam funcionando e a população tenta manter a rotina, demonstrando uma resiliência infraestrutural.
Ultimas Noticias
- TSE mantém Fabrício Lemos no cargo após recurso do Podemos
- Brasileirão Feminino: Flamengo vence Ferroviára nas quartas por 1 a 0
- Vacinação é ampliada em comunidades indígenas da Amazônia
- TV Brasil exibe final do Brasileirão Feminino Sub-17 neste domingo
- Daniel Cargnin é ouro no Grand Slam de Lausanne de judô
- Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 30 milhões neste domingo
- Ministério da Saúde reforça chamamento para vacina contra o sarampo
- Isaquias Queiroz é campeão mundial no C1 500m na Polônia


