São cumpridos 57 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho, Feira de Santana e São Paulo. Ao menos três pessoas foram presas nesta quarta-feira (11), durante uma megaoperação contra um grupo suspeito de realizar o esquema de comercialização irregular de substâncias divulgadas como canetas emagrecedoras na Bahia. Um homem, que não teve o nome revelado, foi levado à delegacia após ser encontrado em uma farmácia do bairro de Ondina, na capital baiana. No estabelecimento, foram apreendidos diversas canetas emagrecedoras. Informações iniciais apontam que ele é o dono do local. Duas mulheres também foram presas suspeitas em Feira de Santana. Elas foram levadas para o Complexo de Delegacias do bairro Sobradinho, onde prestarão depoimentos. “Elas vão passar por audiência de custódia em breve e estão sendo interrogadas para sabermos quem são os os fornecedores e com quem elas adquiriram esse material. A gente vai tentar aprofundar essas investigações”, disse o delegado José Marcos Rios. Como funcionava o esquema A Operação Peptídeos investiga a atuação de uma rede estruturada voltada à comercialização clandestina de substâncias usadas no tratamento de pacientes com diabetes tipo 2, mas que vinham sendo amplamente divulgadas e vendidas para fins estéticos e de emagrecimento, muitas vezes sem prescrição médica e fora dos padrões sanitários exigidos pela legislação. A polícia informou que as apurações indicam que os produtos eram vendidos principalmente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens. Também foram identificados indícios de transporte e armazenamento sem controle sanitário adequado e a comercialização sem comunicação aos órgãos de vigilância sanitária. A operação conta com a participação de mais de 200 policiais civis, além de equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), de equipes da Vigilância Sanitária Municipal de Salvador (DVIS), das Coordenações de Polícia Interestadual (Polinter) e de Operações de Polícia Judiciária (COPJ), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Polícia Militar da Bahia (PM-BA). Fonte: g1BA | Foto: Polícia Civil/Divulgação
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