Em Cuba, manifestantes atacaram um escritório do Partido Comunista durante a madrugada deste sábado (14). De acordo com a imprensa cubana, o grupo era de moradores da cidade de Morón, a mais de 400 km a leste da capital Havana, que protestaram contra a situação do fornecimento de energia elétrica e falta de acesso a alimentos. O grupo atirou pedras na entrada do prédio e ateou fogo em móveis da recepção, noticiou também a agência Reuters. Outros estabelecimentos, incluindo uma farmácia e um mercado, também teriam sido atacados. Pelo menos cinco pessoas foram detidas e uma teve que ser levada para um hospital. A crise no fornecimento de energia em Cuba tem causado apagões maiores desde que os Estados Unidos intensificaram o bloqueio à ilha caribenha depois de janeiro, quando houve a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, tradicional aliado do regime cubano. O presidente cubano Miguel-Díaz Canel comentou, nessa sexta-feira (13), que o bloqueio dos EUA tem deixado alguns municípios até 30 horas sem energia. Cerca de 80% da energia do país é gerada por termelétricas alimentadas por combustíveis. O presidente cubano também disse que iniciou conversações com representantes do governo dos EUA para buscar uma solução para as diferenças bilaterais. *Com informações da Agência Brasil
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