Pouco mais de um dia antes de o Irã derrubar dois caças norte-americanos, Donald Trump havia se gabado do poder militar dos Estados Unidos, afirmando que a força aérea de Teerã estava “em ruínas”. Foi em seu discurso de quarta-feira, em uma declaração à nação sobre a guerra no Oriente Médio — especialmente no Irã —, que o presidente norte-americano demonstrou extrema confiança na ofensiva conduzida pelo país. “Nós poderíamos atingi-los [o Irã] e eles desapareceriam, e não há nada que possam fazer sobre isso. Eles não têm qualquer equipamento aéreo. O radar deles está 100% destruído”, afirmou da Casa Branca, citado pela ABC News. “Somos imparáveis como força militar”. Nesse mesmo discurso, Donald Trump garantiu que a força aérea do Irã estava “em ruínas” e que “sua capacidade de lançar mísseis e drones estava drasticamente reduzida”. “Nunca na história da guerra um inimigo sofreu perdas tão evidentes e devastadoras, em larga escala, em questão de semanas”, acrescentou Trump, informando, no entanto, que a ofensiva contra o Irã seria intensificada nas próximas duas a três semanas. Vale lembrar que, ao longo do conflito — que já dura mais de um mês —, Donald Trump tem afirmado repetidamente que os Estados Unidos estão vencendo a guerra e que ela não deve se prolongar por muito tempo. O prazo de duas semanas, inclusive, já havia sido mencionado anteriormente por Trump, mas até agora não foi cumprido. O fim do conflito segue incerto. A confiança no poder militar dos Estados Unidos também foi reforçada pelo secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, que, há exatamente um mês, em 4 de março, afirmou que “em menos de uma semana” os Estados Unidos e Israel teriam “controle total dos céus iranianos”. “Isso significa que vamos voar dia e noite, sem parar, localizando, destruindo e aniquilando os mísseis e a base industrial de defesa das forças armadas iranianas, localizando e eliminando seus líderes e comandantes militares, sobrevoando Teerã, o Irã, sua capital e o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica”, declarou. O controle norte-americano, ao que parece, não era tão completo quanto os líderes dos Estados Unidos sugeriam. Na sexta-feira, as forças armadas iranianas derrubaram não um, mas dois caças norte-americanos que sobrevoavam o território iraniano. O ataque desencadeou uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel para resgatar os dois pilotos a bordo. Ainda na sexta-feira, um dos militares foi localizado e resgatado, mas o outro permanece desaparecido. Enquanto isso, as forças iranianas também estão procurando o piloto abatido, chegando inclusive a oferecer uma recompensa por sua captura. “Se capturarem o(s) piloto(s) inimigo(s) com vida e os entregarem à polícia ou às Forças Armadas, receberão uma generosa recompensa”, informou a polícia iraniana, em mensagem transmitida pela televisão estatal. A mesma emissora exibiu imagens de aeronaves norte-americanas sobrevoando o Irã em busca do piloto desaparecido, que podem ser vistas na publicação abaixo. Iranian state media is screening videos said to show US aircraft searching for the pilots of a US fighter jet shot down inside Iran. Iranian TV says a reward has been offered for the capture of the crew. A US official told Reuters that a search for survivors is underway. pic.twitter.com/FKlJyxbYu0 — Al Jazeera Breaking News (@AJENews) April 3, 2026 Leia Também: Guerra contra Irã já matou 13 militares norte-americanos no Oriente Médio
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