O vice-Ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou, neste domingo (10), em sua conta no X, que somente o governo do Irã pode estabelecer a segurança no Estreito de Ormuz, região pela qual passa 20% da produção mundial de petróleo. A declaração ocorre após França e Reino Unido anunciarem o envio de navios para a região. Nesse sábado (9), o governo britânico anunciou o envio ao Oriente Médio do navio destróier HMS Dragon, três dias depois da França comunicar que o porta-aviões Charles de Gaulle estava a caminho do Mar Vermelho. “Nesse sentido, ressalta-se que a presença de navios franceses e ingleses, ou de qualquer outro país para possível acompanhamento das ações ilegais e contrárias aos direito internacional no estreito de Ormuz, enfrentará uma resposta firme e imediata das forças armadas da República Islâmica do Irã”, escreveu. A postagem foi realizada horas depois de a agência estatal de notícias Irna informar, neste domingo, que o Irã enviou sua proposta para por fim ao conflito por meio de um mediador paquistanês. De acordo com a agência, a resposta se destina a “pôr fim à guerra e garantir a segurança marítima” no Golfo e no Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, publicou em sua conta no X que a moderação chegou ao fim. “Qualquer agressão às nossas embarcações será respondida com uma reação pesada e decisiva do Irã contra as embarcações e bases americanas”, publicou. De acordo com a agência britânica de segurança marítima UKMTO ocorreram 46 incidentes no Estreito de Ormuz e nos golfos Pérsico e de Omã entre dia 28 de fevereiro, início da guerra no Oriente Médio, até 6 de maio. Já neste domingo foi registrado um ataque de projétil não identificado a um navio graneleiro que ia em direção ao Catar. Não houve identificação de responsabilidade, mas a agência iraniana Fars informou que o navio atingido “navegava sob bandeira americana e pertencia aos Estados Unidos”. A informação é da AFP.
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