O funeral de Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã morto em fevereiro no início da guerra contra Estados Unidos e Israel, começará no dia 4 de julho em Teerã, segundo a mídia estatal. A cerimônia terá duração de seis dias, e ele será sepultado em Mashad, sua cidade natal, no nordeste do país, no dia 9 de julho. O funeral estava inicialmente previsto para março, mas foi adiado por causa do conflito. Ali permaneceu no poder durante quase 37 anos. Ele foi sucedido por seu filho Mojtaba Khamenei, que desde então não apareceu em público. Segundo relatos de autoridades do regime feitos à mídia internacional, ele sofreu ferimentos graves no bombardeio que matou seu pai e está se recuperando. Ali foi o segundo líder supremo do Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. Ele detinha prerrogativa de veto sobre questões de política pública e selecionava candidatos para cargos públicos. Como chefe de Estado e comandante-chefe das Forças Armadas, incluindo a Guarda Revolucionária Iraniana, sua posição o tornava o “todo-poderoso”. Ele tornou-se o primeiro chefe de Estado no poder assassinado em uma operação comentada por Washington na história. O anúncio do funeral ocorre em um momento em que EUA e Irã dão sinais de estarem mais próximos de assinar um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio.
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