Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes rejeitou nesta segunda-feira (15) o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para adiar o julgamento do deputado cassado e autoexilado nos EUA, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sobre envolvimento na trama golpista de 8 de janeiro de 2023. Com a decisão, o juízo foi mantido para esta terça-feira (16). Segundo a investigação, o ex-deputado teria atuado para interferir no andamento da ação que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, processo que resultou na condenação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL). Eduardo Bolsonaro não designou um advogado para representá-lo no processo. Com isso, a defesa dele está à cargo da DPU. Em novembro do ano passado, a Primeira Turma do STF formou maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu por tentar interferir no julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro. A decisão acata o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para julgar o congressista e o jornalista Paulo Figueiredo por coação no curso do processo. Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela abertura do processo contra Eduardo Bolsonaro. Para Moraes, o principal indicativo do cometimento de crimes pelo ex-deputado foi a aplicação de sanções dos Estados Unidos contra o governo e autoridades brasileiras. O filho do ex-presidente está nos EUA e disse ter articulado essas medidas com a Casa Branca.
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