O deputado estadual Val Ceasa e o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses de Almeida Marins são alvos, nesta quinta-feira (18), de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio contra agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro, a segunda maior facção do tráfico no estado. Também foi alvo de busca o ex-assessor parlamentar e atual funcionário de uma empresa pública de energia Michael Johnny Vianna de Azevedo. Em pronunciamento na Alerj, Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado Val Ceasa falou sobre a operação: “Trabalho de domingo a domingo e honro os meus compromissos. Para você saber se a pessoa tem envolvimento com coisas erradas, é só perguntar à população. Eu trabalho de domingo a domingo dando dignidade aos mais carentes do Rio de Janeiro, as pessoas que precisam do poder público pra gente melhorar a vida das pessoas. E tô sofrendo essa perseguição política, mas Deus e a justiça vai provar que a gente é gente de bem”. Ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, na Alerj, na Ceasa e em outros endereços na capital fluminense e no Espírito Santo. Segundo a força-tarefa, parlamentares teriam procurado a Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa, destinada à demolição de imóveis utilizados pela organização criminosa em Parada de Lucas, região conhecida como Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. A investigação mostrou, ainda, que eles teriam utilizado sua influência para argumentar que os imóveis eram destinados à prestação de serviços sociais, o que, conforme as apurações, não correspondia à realidade. A ação policial acabou sendo adiada. Em nota, a Alerj informou que acompanha a operação desta quinta-feira pelo Ministério Público. E que reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações. A prefeitura do Rio informou, em nota, que o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não integra seu quadro de servidores. E que os atos publicados no dia 10 de novembro de 2025 foram tornados sem efeito no dia 17 de novembro de 2025 pois o município possui, desde 2021, um setor na Secretaria de Integridade que analisou e reprovou a sua nomeação. Procurada, a Polícia Militar não respondeu até o momento. Também não conseguimos contato com a defesa dos citados.
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