Autoridades europeias afirmaram nesta sexta-feira (3) que uma ucraniana é a principal suspeita de um atentado a bomba que atingiu um oligarca ucraniano em Mônaco. A hipótese é de que a mulher fugiu para a Alemanha e provavelmente não agiu sozinha. Vadym Yermolaiev, sua companheira e seu filho ficaram feridos no ataque na noite de segunda-feira (29). A esposa ainda está em estado crítico. Anastasiia Berezovska, 39, foi identificada como a principal suspeita pelo ataque. O nome dela foi difundido em um alerta vermelho da Interpol, que informava que ela era ucraniana, falava alemão e estava sendo procurada em Mônaco por tentativa de homicídio, colocação de dispositivo explosivo em local público com intenção criminosa e associação criminosa. O principado, conhecido por seu cassino e pelo estilo de vida luxuoso de seus habitantes ricos, está localizado na costa do Mediterrâneo, cercado pela França. Um alerta vermelho é um pedido para que as forças policiais localizem e prendam provisoriamente um suspeito, independentemente de onde seja encontrado. Berezovska deixou um pacote em frente a um prédio em Mônaco e detonou a bomba com um controle remoto quando as três vítimas chegaram ao local, disse o vice-promotor de Mônaco, Morgan Raymond, a repórteres. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo A suspeita então saiu a pé para a vizinha França e fugiu com um carro que havia sido alugado na Alemanha, dirigindo de volta passando por vários países europeus, incluindo a Itália. Autoridades haviam dito no início desta semana que o suspeito, que descreveram na época como sendo do sexo masculino, foi visto em câmeras de segurança usando um chapéu e uma blusa escura. Raymond afirmou que a mulher havia estado na área do ataque dias antes, com roupas semelhantes às do dia do atentado. Em um dos dias, seu cabelo longo e escuro estava visível, o que permitiu aos investigadores saber que a suspeita “era uma mulher que se disfarçou de homem”. A sofisticação do ataque levou os investigadores a considerar provável que Berezovska não tenha agido sozinha, disse o vice-promotor de Mônaco. As autoridades informaram que também procuram possíveis cúmplices ou qualquer um que possa ter encomendado o crime. Duas pessoas foram presas em Mônaco no início desta semana, mas foram liberadas. A suspeita foi posteriormente vista em Frankfurt, na Alemanha, disse uma fonte judicial em Mônaco. A polícia criminal alemã emitiu um comunicado dizendo que havia revistado o apartamento alugado e o carro de uma mulher ucraniana de 39 anos, sem identificá-la, como parte da investigação. “Evidências foram coletadas e serão entregues às autoridades monegascas”, disseram, acrescentando: “A mulher procurada está atualmente em fuga”.
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