As equipes brasileiras de resgate que trabalharam após os terremotos na Venezuela regressam, nesta sexta-feira (10), ao Brasil. A aeronave KC-30 da Força Aérea Brasileira vai decolar entre 12h e 13h de Caracas e fará uma escala em Brasília. De lá, os bombeiros de Minas Gerais seguem a Belo Horizonte em aeronave própria, enquanto os especialistas em buscas de São Paulo e do Paraná continuam a viagem até o aeroporto de Guarulhos. O pouso em São Paulo está previsto para as 20h. O trabalho da missão brasileira foi concluído na quinta-feira (9). A equipe paulista se organizou em duas frentes. A primeira embarcou em 26 junho e foi composta por 11 bombeiros militares, dois médicos, um representante da Defesa Civil, além das cadelas de busca Malina e Kiara e de cinco toneladas de equipamentos. A outra frente embarcou em 28 de junho, com 16 bombeiros militares, um representante da Defesa Civil e quatro toneladas de equipamento. A equipe paulista já apresentou o saldo da missão: foram, ao todo, 90 intervenções operacionais, que retiraram dos escombros 23 vítimas, sendo 11 homens, 9 mulheres e 3 cuja identificação do sexo não pôde ser realizada. Ao todo, 80 especialistas brasileiros atuaram na operação. O governo informou que o Brasil foi o primeiro país a instalar um hospital de campanha depois dos terremotos, o que mobilizou 99 militares da área da saúde. O hospital montado pelo governo brasileiro, porém, vai seguir funcionando, com 56 profissionais que vão chegar para substituir quem retorna agora. Em dez dias, disse o governo, já foram realizados mais de 1.200 atendimentos, incluindo cirurgias e exames laboratoriais. A Venezuela recebeu ainda do Brasil cem purificadores capazes de gerar 5.000 litros de água, além 60 toneladas de suprimentos, remédios e 150 toneladas de alimentação e itens de higiene. No fim de junho, a Venezuela foi atingida por dois fortes terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados com menos de um minuto de intervalo e sentidos na maior parte do país, incluindo a capital, Caracas. Os tremores de terra causaram desabamento de edifícios, fortes danos à infraestrutura e ampla operação de resgate, concentrada na região de La Guaira, uma das mais afetadas, que vive um estado de calamidade. Segundo o balanço mais recente divulgado por organismos internacionais e autoridades locais, o desastre na Venezuela deixou 3.889 mortos e ao menos 16.740 feridos, além de 18 mil desabrigados.
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