Pronunciamento no horário nobre
Trump acusa China de interferência no pleito de 2020 e volta a defender nova lei eleitoral
Por Isabella de Paula
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16/07/2026 às 22:40
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Atualizado em
16/07/2026 às 23:17
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O presidente dos EUA, Donald Trump, falou sobre a economia e vulnerabilidades do sistema eleitoral em horário nobre nesta quinta-feira (16) (Foto: Yoan Valat/EFE/EPA)
O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um pronunciamento na noite desta quinta-feira (16), acusando a China de influenciar as eleições americanas de 2020, que garantiu a vitória do democrata Joe Biden.
Segundo ele, “dezenas de milhões de dados de eleitores em 18 estados foram comprados, roubados ou hackeados” por Pequim.
O governante da Casa Branca declarou que existem vulnerabilidades nos sistemas eleitorais americanos e mencionou um conjunto de documentos da inteligência que seriam desclassificados por seus assessores como prova das alegações.
As novas declarações surgem poucos meses antes das eleições de meio de mandato. Trump citou arquivos referentes a uma investigação sobre um grupo de registro de eleitores em Muskegon, Michigan, que já era conhecimento público há mais tempo.
O presidente ordenou a abertura de uma nova investigação pelo FBI e o Departamento de Justiça para “processar os responsáveis por quaisquer crimes” que envolvam o assunto.
“Os agentes do FBI que trabalhavam no caso acreditavam que crimes foram cometidos, mas o Departamento de Justiça de Biden protelou a investigação e a encerrou”, alegou.
O pronunciamento em horário nobre é visto como uma forma de pressionar o Senado a aprovar o projeto de reforma eleitoral apoiado pela Casa Branca, apelidado de “Salve a América”, antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, nas quais a maioria republicana no Congresso estará em jogo.
O projeto de lei busca endurecer os requisitos para o registro e votação de eleitores em eleições federais, exigindo comprovante de cidadania e documento de identidade com foto, uma medida que, segundo os democratas, dificultaria o voto de comunidades “desfavorecidas”.
O republicano afirmou que o objetivo de seu anúncio “não é minar a confiança na eleição”, mas sim corrigir suas “vulnerabilidades”.
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