O Exército do Líbano assumiu nesta segunda-feira (20) a responsabilidade pela segurança de três vilarejos no sul do país, informou o governo dos Estados Unidos. Assim, o acordo destinado a viabilizar a retirada de Israel da região, além do desarmamento do Hezbollah, passa pelo seu primeiro teste prático. O acordo, firmado por Beirute, Tel Aviv e Washington em 26 de junho, após várias rodadas de negociações, estabelece a retirada gradual das forças israelenses do sul do Líbano. Em troca, ainda segundo o texto, as Forças Armadas libanesas assumirão a segurança das áreas esvaziadas e deverão garantir que elas estejam livres de armas, combatentes e infraestruturas do Hezbollah. Os EUA disseram que as operações tiveram início nas chamadas “zonas-piloto” de Froun, Srifa e Zawtar al-Gharbiya, com o apoio do chamado Grupo de Coordenação Militar para o Líbano. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Tommy Pigott, descreveu a iniciativa como “um resultado direto” das negociações realizadas na semana passada em Roma entre representantes de Israel e do Líbano. Segundo ele, a Casa Branca continuará trabalhando com os dois países para implementar o acordo até sua “conclusão satisfatória”. As chamadas “zonas-piloto” funcionarão como um teste desse modelo em um grupo restrito de vilarejos localizados nas duas margens do rio Litani, antes de sua possível ampliação para outras regiões do sul do país. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Autoridades de Israel afirmam que suas forças permanecerão em uma “zona de segurança” de dez quilômetros de largura ao longo da fronteira enquanto o Hezbollah mantiver seu arsenal. O acordo, rejeitado pelo Hezbollah, não estabelece um cronograma para a retirada das tropas israelenses. Os dois países, que não mantêm relações diplomáticas, iniciaram negociações após o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, envolver o Líbano no conflito regional ao lançar ataques contra Israel em março. Uma autoridade militar libanesa disse à AFP que as tropas começaram a intensificar as patrulhas em vários vilarejos vizinhos de áreas ocupadas por forças israelenses no sul do Líbano, incluindo Froun. O acordo foi alcançado após o frágil cessar-fogo que interrompeu a guerra entre Israel e o Hezbollah, embora o Exército israelense continue fazendo ataques esporádicos em território libanês. As negociações em Roma antecederam o encontro previsto para terça-feira (21), em Washington, entre o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e o presidente dos EUA, Donald Trump.
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