Ao menos 11 pessoas morreram, incluindo quatro crianças, em um ataque noturno a uma colônia de férias em uma área da região ucraniana de Zaporíjia ocupada pela Rússia, informaram no sábado autoridades locais sob controle de Moscou, acusando a Ucrânia de atacar civis deliberadamente. Kiev não respondeu de imediato a um pedido de comentário. Tanto a Rússia quanto a Ucrânia negam atacar civis na guerra iniciada pela invasão de Vladimir Putin em fevereiro de 2022. Outras 16 pessoas ficaram feridas no ataque à área de veraneio de Kirilivka, situada na costa do Mar de Azov, perto da cidade de Melitopol, disse o governador instalado pela Rússia, Ievguêni Balitski. “O inimigo viu e entendeu quem estava alvejando”, afirmou ele no aplicativo de mensagens Telegram. O Comitê de Investigação da Rússia abriu um inquérito por terrorismo em resposta ao ataque, informou a agência de notícias estatal RIA. Ainda neste sábado, as forças da Ucrânia atingiram um navio de guerra russo e embarcações utilizadas para o transporte de cargas militares ligadas ao Irã no mar Cáspio, afirmou o presidente Volodimir Zelenski. Zelenski disse ainda que a Rússia quer trazer mais 30 mil soldados norte-coreanos para o conflito, que dura mais de quatro anos, e que já prepara a região russa de Voronej para recebê-los desde junho. Sob um pacto de defesa mútua entre os dois países, a Coreia do Norte já havia enviado cerca de 14 mil militares para lutar ao lado da Rússia na região de Kursk em 2024, após uma incursão ucraniana na área. Neste sábado, a Ucrânia ainda atacou uma refinaria de petróleo russa em Tiumen e uma fábrica em Kirov que produz componentes para projéteis, segundo o presidente, que também confirmou um ataque contra uma instalação logística em Ecaterimburgo sem, no entanto, identificá-la. O ataque à refinaria situada a mais de 2.000 km da Ucrânia ressalta o alcance crescente da campanha de drones de longo alcance de Kiev contra a infraestrutura energética russa. Equipes de emergência trabalham para conter os danos no local, disse o governador da região, Alexander Moor. Qualquer interrupção na produção pode pressionar ainda mais o mercado interno de combustíveis da Rússia, que enfrenta um agravamento da escassez desde maio, quando a Ucrânia intensificou os ataques a refinarias de petróleo na tentativa de minar a capacidade de guerra do Kremlin. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Algumas regiões russas ainda enfrentam problemas no abastecimento de combustível, sendo a situação mais crítica em partes da Sibéria, segundo declarações do vice-primeiro-ministro Alexander Novak, a principal autoridade do setor de energia do país. Ele disse que as condições estão se estabilizando gradualmente, mas que a situação permanece “bastante difícil” em algumas regiões. As autoridades implementaram uma série de medidas para apoiar o mercado interno de combustíveis. A proibição das exportações de gasolina será prorrogada até o final do ano, enquanto a proibição das exportações de diesel será suspensa “à medida que o mercado se recuperar”, informou a agência de notícias Interfax, citando Novak. Na sexta, um ataque com míssil balístico russo na região de Kiev matou 10 pessoas e feriu cerca de 100 no local de um evento da indústria de defesa. Imagens publicadas online pelos serviços de emergência mostravam equipes revirando pilhas de escombros no local, que ficava ao lado de uma área residencial. “É claro que a causa deste ataque são os mísseis russos; nada além do terror russo”, disse Zelenski. “No entanto, dissemos mil vezes que, nestas condições de guerra e diante de tal inimigo, é absolutamente inaceitável realizar qualquer exposição de armas com grandes aglomerações de pessoas, especialmente perto de áreas residenciais.” O evento, organizado por uma associação de fabricantes de drones, ocorria em uma área situada a uma curta distância de carro dos arredores da capital. Um porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas afirmou que o evento aconteceu em um local fora de sua jurisdição, mas acrescentou que qualquer evento desse tipo exigia “medidas máximas de segurança”. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou um ataque ucraniano a um navio comercial iraniano no Mar Cáspio, afirmando no sábado que o ataque resultou em uma explosão que matou um marinheiro e feriu outro. Teerã descreveu o incidente como um ato de agressão e disse que defenderá seus interesses nacionais e sua segurança, ao mesmo tempo em que acusou a Ucrânia de tentar expandir a guerra entre Rússia e Ucrânia. As forças ucranianas atacaram um navio de guerra russo e embarcações usadas para transportar carga militar ligada ao Irã no Mar Cáspio, disse o presidente Volodymyr Zelenskiy neste sábado (25) na rede social X.
Ultimas Noticias
- RAFA DE HILDÉCIO É CARREGADO PELO POVO NA CHEGADA AO PGP E RECEBE DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA NO BAIXO SUL
- Medrado comemora sucesso do PGP e demonstra força para unir lideranças em torno do Governo
- PGP reúne multidão histórica em Valença e entra para a história como o maior já realizado no município
- PL lança candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência
- Fachin repudia fala de Milei contra Moraes e reafirma autonomia do STF
- Dupla Calderashi avança à final do WTT Star Contender em São Paulo
- Vozinha, goleiro de Cabo Verde na Copa, acerta com Colo Colo do Chile
- Rio Grande do Sul tem 206 cidades afetadas por fortes chuvas


