Na quarta-feira, o subsecretário do Departamento de Guerra, Steve Feinberg, teria dado às principais fornecedoras de armas um prazo de 21 dias para apresentar planos capazes de acelerar significativamente as entregas ou ampliar a produção de itens considerados críticos. “Ciclos de desenvolvimento de anos não são aceitáveis”, teria escrito Feinberg. © Getty Images O Pentágono aumentou a pressão sobre empresas da indústria de defesa dos Estados Unidos para acelerar a produção e a entrega de armamentos, incluindo munições consideradas em “escassez extrema” nos estoques das Forças Armadas. A situação estaria relacionada ao consumo de armas durante a guerra contra o Irã, segundo um memorando oficial obtido pelo The Washington Post e divulgado no sábado (8). Na quarta-feira, o subsecretário do Departamento de Guerra, Steve Feinberg, teria dado às principais fornecedoras de armas um prazo de 21 dias para apresentar planos capazes de acelerar significativamente as entregas ou ampliar a produção de itens considerados críticos. “Ciclos de desenvolvimento de anos não são aceitáveis”, teria escrito Feinberg. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou a autenticidade do documento. Segundo ele, o memorando servirá de base para o orçamento fiscal de 2028 e faz parte dos esforços para reconstruir a indústria de defesa. Parnell também afirmou que a iniciativa de ampliar a produção já existia antes do conflito de cinco meses com o Irã. A falta de armamentos, porém, teria provocado tensão entre o presidente Donald Trump e o Departamento de Guerra, conforme fontes ouvidas pelo jornal. O problema pode continuar enquanto o Congresso não aprovar os US$ 1,15 trilhão destinados aos gastos de defesa, valor contestado pela oposição democrata. Publicamente, Trump afirmou que os EUA possuem “quantidades enormes” de munição e que novos carregamentos estão sendo produzidos e entregues conforme a necessidade. Em julho, representantes da Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, Anduril e Palantir participaram de uma reunião na Casa Branca e ouviram um pedido para pressionar parlamentares por um aumento no orçamento de defesa. Nos primeiros meses da guerra, o consumo de armas foi elevado. Somente no primeiro mês, os EUA dispararam mais de 850 mísseis de cruzeiro Tomahawk e utilizaram mais de 1.300 mísseis balísticos táticos nas primeiras semanas. O estoque global de mísseis Patriot também teria caído de 2.200 unidades antes da guerra para menos de 827, segundo análise do CSIS. Diante da redução dos estoques de munições e interceptadores, o risco para militares aumentou e passou a influenciar decisões da Casa Branca sobre possíveis escaladas. Enquanto aguardam contratos, algumas empresas do setor já estariam usando recursos próprios para financiar a produção. Para Tom Karako, do CSIS, a estratégia representa um risco para companhias de capital aberto, que não deveriam se expor financeiramente apenas com base em promessas de futuras encomendas. Leia Também: “Sem precedentes”: “GTA VI” já é um sucesso e ainda não foi lançado Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.
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