O que mudou nos países depois de sediarem a Copa do Mundo Feminina? A pergunta será discutida neste domingo (23) num encontro entre atletas, pesquisadoras e gestoras no Museu do Futebol em São Paulo. Pela primeira vez, o mundial feminino acontece na América Latina e os impactos e o legado do evento nas cidades-sede são o tema do “Elas Jogam Summit: São Paulo e o Legado da Copa 2027”. Gabriela Sabino, idealizadora do evento, explica que o objetivo é aproveitar o momento histórico em que o Brasil vai receber uma Copa do Mundo Feminina para pensar para além do torneio. “O que precisa ser feito para que 2027 deixe mais oportunidades, mais estrutura e investimento para as meninas e mulheres no esporte. Vamos reunir atletas, gestoras, pesquisadoras, representantes do poder público e do mercado para falar sobre formação de base, acesso de meninas ao esporte, políticas públicas, investimento, patrocínio e o crescimento do futebol feminino no país”. Entre as atividades previstas estão painéis e rodas de conversa sobre esporte como ferramenta de transformação social, o futebol e a cultura do machismo no Brasil, e a formação de base e espaços seguros para meninas. Júlia Vergueiro, criadora do Nossa Arena, iniciativa de desenvolvimento do futebol feminino e uma das participantes do evento, comenta os desafios que a modalidade ainda tem que enfrentar no país. “Alguns clubes que estão começando a investir em criar a sua própria base de atletas, mas a grande maioria não tem esse espaço dentro de casa e precisa buscar isso em projetos sociais. E acaba que a gente tem um gap muito grande entre essas meninas que começam dentro de projetos e depois precisam passar para um alto rendimento sem ter uma formação adequada”. Para as especialistas, as políticas públicas são fundamentais no avanço da profissionalização do esporte e na democratização do acesso. O encontro no Museu do Futebol acontece entre as 9h e as 17h, entrada gratuita, retirada de ingressos pela plataforma Sympla. *Com produção de Salete Sobreira
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