Centros de sismologia ao redor do mundo registraram nesta quinta-feira (27) um terremoto de magnitude 5 no Tibete, região da China que, ao lado do Nepal, foi atingida um dia antes por uma enchente devastadora que matou pelo menos 395 pessoas. O epicentro do terremoto desta quinta está a centenas de quilômetros ao norte da região fronteiriça que concentra os danos da enchente. O abalo foi detectado a dez quilômetros de profundidade pelo Centro de Pesquisas Geológicas (GFZ), na Alemanha, e pelo Centro de Terremotos da China, agência de defesa civil chinesa. Os alemães afirmaram que a magnitude foi 5, enquanto a agência chinesa registrou 4,7. A tragédia desta quarta (26) deixou povoados inteiros devastados e submersos em lama. Do total de mortos, 392 foram registrados no Nepal, segundo as autoridades, e três no lado chinês, de acordo com informações da imprensa estatal. As autoridades do Nepal usaram helicópteros para procurar sobreviventes e lançar suprimentos de emergência para milhares de pessoas isoladas em cidades e vales depois que o desastre varreu uma área popular entre praticantes de trekking. As enchentes repentinas ocorreram após o colapso de uma geleira, que lançou rochas, gelo, lama e detritos nos sistemas fluviais das montanhas. O fenômeno, chamado de colapso glacial, causou um abalo sísmico equivalente a um tremor de magnitude 5,2. Por isso que, inicialmente, as autoridades pensaram que um terremoto havia causado a tragédia. No Nepal, a enchente varreu o vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, ao norte de Katmandu, e o vale do rio Bhote Koshi, a leste da capital. No lado chinês da fronteira, um deslizamento de terra que atingiu o porto de Gyirong engoliu carros e causou pânico e destruição.
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