A fragmentada oposição política do Japão mergulhou em uma desordem ainda maior nesta quarta-feira (9), quando seu principal partido anunciou que vai se dissolver, após uma tentativa fracassada de fazer frente à administração altamente popular da primeira-ministra Sanae Takaichi. A Aliança Reformista Centrista encerrará suas atividades, afirmou seu líder, Junya Ogawa, em entrevista coletiva, pondo fim a uma tentativa de oito meses de criar um contrapeso político eficaz ao PLD (Partido Liberal Democrata) de Takaichi. “Assim que quitarmos as pendências financeiras, dissolveremos o partido”, disse ele. O partido centrista foi formado às pressas em janeiro, numa tentativa de fundir dois grandes grupos de oposição e construir um movimento mais forte e unificado contra Takaichi. Esses grupos eram o Komeito —antigo parceiro de coalizão do PLD— e o Partido Democrata Constitucional do Japão. No entanto, o novo partido sofreu uma derrota esmagadora nas eleições de fevereiro, conquistando apenas 49 das 465 cadeiras da Câmara Baixa e vendo mais de cem de seus próprios parlamentares em exercício perderem a disputa pela reeleição. Já o PLD, com a ampliação de sua bancada, agora totaliza 316 vagas. Espera-se que alguns membros do partido centrista retornem às suas antigas legendas ou formem novos partidos. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Apesar do colapso da sigla, seus membros devem formar uma bancada na Câmara Baixa para continuar defendendo uma alternativa viável ao PLD, disse Ogawa. O Komeito, partido pacifista apoiado por uma organização budista leiga, encerrou em outubro do ano passado sua coalizão de 26 anos com o PLD, alegando que o parceiro havia se recusado a endurecer as regras sobre doações políticas após um escândalo de arrecadação de fundos.
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