O chefe do sistema penitenciário do Tennessee, Frank Strada, que vinha enfrentando críticas, renunciou dias após supervisionar a execução mal sucedida de Christa Pike, informou o governador Bill Lee neste sábado (3). “Agradeço sua disposição em colocar os interesses dos cidadãos do Tennessee em primeiro lugar neste momento difícil”, disse Lee em comunicado divulgado neste sábado. “Aceitei sua decisão de deixar o cargo e sou grato por seu compromisso em garantir uma transição de liderança tranquila.” Ainda não foi anunciado um substituto, e espera-se que Strada deixe o cargo ainda este mês. Lee suspendeu todas as futuras execuções e ordenou uma investigação independente sobre a tentativa fracassada no caso de Pike. Strada afirmou em comunicado que se afastar era “no melhor interesse dos cidadãos do Tennessee”, à medida que a investigação independente se iniciava. Ele sustentou acreditar que o departamento seguiu o protocolo de injeção letal e disse que vai cooperar com a investigação. “Estou ansioso para fazer tudo o que puder para ajudar a determinar exatamente o que ocorreu”, disse Strada. Até a noite de quinta-feira, Pike permanecia inconsciente e conectada a um respirador após ter sobrevivido a duas doses do medicamento utilizado no protocolo de injeção letal do Tennessee. Em um documento apresentado nesta sexta, advogados de Pike afirmam que ela está em estado crítico e que ambos os braços dela estavam inchados, queimados e com bolhas quando ela chegou ao hospital. O quadro clínico dela, segundo alguns especialistas jurídicos, levanta dúvidas sobre se o estado pode futuramente tentar executá-la outra vez caso ela não esteja plenamente consciente ou capaz de compreender o que está acontecendo. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo A divulgação é a atualização mais detalhada sobre a saúde de Pike desde que ela sobreviveu a duas doses de pentobarbital —a droga usada como parte do protocolo de injeção letal do Tennessee— na noite de quarta (30). “A equipe do hospital está trabalhando para salvar a vida da Sra. Pike e eliminar o pentobarbital de seu organismo”, escreveram os advogados. A divulgação sobre o estado de saúde de Pike faz parte de um pedido de emergência de seus advogados, solicitando a um juiz de Nashville que ordenassee a preservação dos registros da prisão estadual relacionados à sua execução. Os registros são, segundo eles, evidências de “ações incompetentes e imprudentes”. Em 1996, Pike foi considerada culpada por torturar e assassinar uma colega de classe, Colleen Slemmer, em um ataque realizado em conjunto com seu namorado e outro amigo.
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