O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, ordenou neste domingo (4) uma revisão da segurança dos voos internacionais para o país, após a tentativa de um copiloto da empresa Flydubai de derrubar um avião que seguia de Dubai para Tel Aviv. Netanyahu “instruiu o chefe do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, a nomear um responsável para realizar uma análise minuciosa de todos os aspectos de segurança da aviação civil estrangeira com destino a Israel”, segundo comunicado do gabinete do premiê. Crescem em Israel os apelos por uma investigação sobre a falha de segurança que permitiu que o copiloto, de Omã, ferisse o comandante do voo, indiano, e tentasse derrubar a aeronave na quarta-feira (30). A imprensa local informou que o copiloto pretendia fazer a aeronave cair em território israelense. As críticas têm se concentrado em como um piloto de um país sem relações diplomáticas com Israel recebeu autorização para operar um voo com destino a Tel Aviv. A ministra dos Transportes, Miri Regev, rejeitou a responsabilidade pela falha, afirmando que a supervisão da segurança dos voos operados por companhias aéreas estrangeiras é atribuição do Mossad e do Shin Bet, os serviços de inteligência externa e interna de Israel. Um relatório de 2024 da Controladoria do Estado constatou que não havia uma divisão clara de responsabilidades pela segurança das companhias aéreas estrangeiras que operam em Israel e recomendou que o governo tratasse da questão. Segundo reportagens na imprensa israelense, pilotos de países hostis a Israel voaram repetidamente para o país nos últimos anos. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Keren Terner, ex-diretora-geral do Ministério dos Transportes e atual candidata ao Parlamento pela oposição, culpou Regev pela falha de segurança, observando que a Autoridade de Aviação Civil estava sob a “subordinação direta” de seu ministério. “Você é responsável pela segurança das empresas estrangeiras. Não o Shin Bet, não o Mossad. Você. Foi isso que o governo decidiu e é isso que a lei determina”, escreveu Terner no X. O líder da oposição, Yair Lapid, classificou o anúncio de Netanyahu sobre uma revisão de segurança como uma “investigação de fachada”. “A sequência de falhas que antecedeu o incidente poderia ter levado a uma catástrofe de proporções históricas, e é assim que um primeiro-ministro israelense reage?”, escreveu Lapid no X. “Assim como Netanyahu escapou de uma investigação sobre o massacre de 7 de Outubro, agora ele foge novamente”, acrescentou. Gadi Eisenkot, um dos principais adversários de Netanyahu antes das eleições de 27 de outubro, escreveu no X que, “em um governo adequado e funcional, a ministra dos Transportes teria apresentado uma carta de renúncia ontem à noite”.
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