Faleceu na manhã desta terça-feira (5), Ivani Ramos Mendes, mãe do radialista Lucas Mendes, um dos comunicadores mais atuantes da cidade de Ituberá, no baixo sul da Bahia. Dona Ivani estava internada em estado grave no Hospital Vida Memorial, em Ilhéus, enquanto aguardava, há dias, uma regulação do Governo do Estado para uma unidade de maior complexidade. A transferência nunca aconteceu.
A morte de Ivani escancara mais uma vez os gargalos do sistema estadual de regulação da Bahia, responsável pela transferência de pacientes em estado crítico. Mesmo com todos os esforços da família e da equipe médica, a espera por uma vaga foi longa demais. E fatal.
“Minha mãe morreu esperando a regulação”, desabafou, emocionado, o radialista Lucas Mendes. A frase resume a dor de muitas famílias baianas que, dia após dia, enfrentam um sistema de saúde colapsado, lento e desumano.
Não é a primeira vez que casos assim vêm à tona. A morosidade na regulação estadual tem sido alvo de críticas constantes por parte de profissionais da saúde, gestores municipais e da população em geral. Em muitos casos, os pacientes não resistem à espera por um leito, por uma UTI ou por um atendimento especializado.
A situação levanta uma questão urgente: até quando vidas continuarão sendo perdidas pela ineficiência de um sistema que deveria salvar?
Enquanto autoridades estaduais tentam justificar os atrasos com dados e burocracias, famílias choram seus mortos — vítimas não apenas da doença, mas do abandono. O caso de Ivani Ramos Mendes é mais do que uma tragédia pessoal: é um retrato cruel da negligência com a saúde pública na Bahia.
Por Redação/ Wilton Andrade


