Investigado de 49 anos foi detido em Cruz das Almas; ele teria usado perfis falsos em redes sociais para enganar vítimas, exigir dinheiro e até manter relações sexuais mediante fraude.
A Polícia Civil da Bahia prendeu, na tarde da última terça-feira (19), um homem de 49 anos suspeito de se passar por vidente para praticar crimes sexuais e aplicar golpes em moradores do Recôncavo Baiano. A prisão aconteceu na cidade de Cruz das Almas e foi resultado de uma investigação da Delegacia Territorial do município.
Segundo a polícia, o homem criava perfis falsos em redes sociais usando nomes femininos, como “Irmã Katia”, “Geisa”, “Maria” e “Aritana”, para atrair vítimas que buscavam aconselhamento espiritual. A partir disso, ele convencia as pessoas de que enfrentariam maldições ou até a morte de familiares caso não realizassem transferências de dinheiro ou não aceitassem participar de práticas sexuais como suposta forma de “cura espiritual”.
De acordo com as investigações, os crimes ocorreram entre setembro de 2024 e maio de 2025. Em um dos casos, uma vítima chegou a transferir R$ 20 mil ao suspeito acreditando que o dinheiro seria usado para desfazer uma maldição. Já em outro episódio, ele teria exigido relações sexuais e um pagamento de R$ 16 mil, afirmando que novos encontros seriam necessários para afastar o “mal espiritual”.
O delegado responsável pelo caso informou que as provas reunidas caracterizam crimes de violação sexual mediante fraude e estelionato. O suspeito foi conduzido à unidade policial e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil destacou que o prejuízo financeiro causado às vítimas ultrapassa R$ 30 mil. Além disso, a corporação fez um apelo para que outras possíveis vítimas compareçam à Delegacia Territorial de Cruz das Almas ou entrem em contato com o Disque Denúncia (181).
O caso gerou grande repercussão na região, já que o homem era conhecido na cidade e usava da fé e da vulnerabilidade emocional das pessoas para aplicar os golpes. A investigação segue em andamento para identificar outras vítimas e apurar se havia comparsas.

