Os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia vão reunir-se este domingo na Florida por volta das 13h00 locais para discutir o plano para a paz entre Kiev e Moscou. O que se pode esperar? O encontro, segundo Volodymyr Zelensky, tem como objetivo “finalizar o máximo possível” do acordo e discutir com Trump de que forma é que os aliados da Ucrânia podem garantir a segurança do país. De acordo com Zelensky, o plano de paz de 20 pontos – inicialmente de 28 – elaborado por Kiev e Washington está “90% pronto”. “Não é fácil. Ninguém está dizendo que vamos chegar aos 100% já, mas, mesmo assim, temos de trazer o resultado desejado cada vez mais perto com cada encontro, com cada conversa”, afirmou o presidente ucraniano. Os 10% em causa prendem-se principalmente com as questões territoriais, com a Rússia recusando ceder os seus avanços na região do Donbass e reivindicando toda a área como russa. Já Zelensky, apesar de uma recusa taxativa inicial, já não põe de parte concessões de território, admitindo levar a questão a um referendo se Moscou concordar com um cessar-fogo. A Constituição ucraniana, note-se, exige que qualquer alteração às fronteiras nacionais sejam aprovadas em referendo. No sábado, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou, citado pela agência estatal TASS, que se “Kiev não estiver disposto a resolver o assunto pacificamente, a Rússia vai alcançar todos os objetivos da operação militar especial [refere-se à guerra] usando meios militares”. Moscou ataca Kiev e faz um morto. Um milhão sem eletricidade Na noite de sexta-feira para sábado, Moscou lançou uma ofensiva massiva contra a capital ucraniana com mais de 500 drones e 40 mísseis. O ataque causou um morto e 19 feridos e deixou mais de um milhão de ucranianos sem eletricidade, numa época do ano em que as temperaturas chegam a temperaturas negativas na Ucrânia. Em reação aos ataques, o presidente francês afirmou que a escalada russa contra Kiev mostra claramente o “contraste” entre “a vontade da Ucrânia de construir uma paz duradoura e a determinação da Rússia em prolongar a guerra que iniciou”, segundo fontes do Palácio do Eliseu, citadas pela AFP. Zelensky reuniu-se com os aliados europeus no sábado Ainda antes do encontro com Donald Trump, o chefe de Estado da Ucrânia reuniu-se com os seus aliados europeus, com o objetivo de “coordenar os preparativos” para a reunião de domingo. Na sua conta no X, Zelensky adiantou que esteve em chamada com os líderes europeus, onde foram analisadas as “prioridades mais importantes” assim como o “progresso atual na via diplomática. “São necessárias posições firmes tanto na frente de batalha como na diplomacia para impedir Putin de manipular e evadir um fim real e justo para a guerra”, acrescentou. I am grateful to Ukraine’s friends @MarkJCarney, @EmmanuelMacron, @alexstubb, @bundeskanzler Friedrich Merz, @GiorgiaMeloni, Mette Frederiksen, @donaldtusk, @MinPres Dick Schoof, @jonasgahrstore, @SwedishPM Ulf Kristersson, @eucopresident António Costa, @vonderleyen, @SecGenNATO… pic.twitter.com/C8NuGX5Qeh — Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) December 27, 2025 Na mesma rede social, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também se pronunciou sobre a reunião, garantindo que “o apoio da UE [União Europeia] à Ucrânia não vai vacilar”. António Costa enumerou ainda “as recentes decisões” da União Europeia (UE) que “fortaleceram a Ucrânia”, ao garantir financiamento para as necessidades daquele país nos próximos dois anos, a “imobilização de ativos soberanos russos a longo prazo” e a prorrogação das sanções contra a Rússia “com novas medidas em curso, se necessário”. A guerra entre a Ucrânia e a Rússia dura já há três anos, tendo sido iniciada em 2022 por Moscou numa operação terrestre, e, apesar de várias tentativas de negociações, ainda não viu o seu fim.
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