SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em reunião nesta quarta-feira (27) que está pressionando Israel para que acelere suas operações militares na Faixa de Gaza de modo que a guerra possa terminar o quanto antes. Participaram do encontro, entre outras autoridades, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e Jared Kushner, ex-enviado do republicano para o Oriente Médio e seu genro. Segundo o site americano Axios, Trump não se opõe ao controverso plano de Binyamin Netanyahu para ocupar a Cidade de Gaza, o maior centro urbano do território palestino. Ao mesmo tempo, o presidente fez críticas aos desdobramentos do conflito, que completará dois anos no próximo dia 7 de outubro. “Não consigo mais assistir [a guerra entre Israel e Hamas]. É uma coisa terrível”, disse Trump a integrantes de sua equipe, segundo uma autoridade mencionada pelo Axios. O presidente, assim, teria exigido ao governo israelense que as operações sejam concluídas rapidamente, embora sem estabelecer um prazo. De acordo com um funcionário da Casa Branca mencionado pela agência Reuters, o encontro nesta quarta tratou de diversos aspectos do conflito, incluindo a ampliação do envio de ajuda alimentar, a crise dos reféns ainda mantidos em Gaza e os planos para o pós-guerra, entre outras medidas. O funcionário descreveu a sessão como “uma reunião de políticas”, do tipo que Trump e sua equipe fazem com frequência. Kushner, que desempenhou papel central nas negociações do Oriente Médio durante o primeiro mandato de Trump, voltou a ser consultado sobre a situação do atual conflito, enquanto Blair, lembrado por sua atuação na guerra do Iraque em 2003, também tem se mantido ativo em questões da região. Antes da reunião, o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, havia dito em entrevista ao canal Fox News que o governo americano prepara “um plano muito abrangente para o dia seguinte em Gaza”, que refletiria, nas palavras dele, as “motivações humanitárias” do presidente. Durante a campanha eleitoral do ano passado, Trump prometeu encerrar a guerra em Gaza de forma rápida. No entanto, sete meses após o início de seu segundo mandato, nenhuma solução foi alcançada. O segundo mandato do republicano começou com um cessar-fogo de dois meses em Gaza, interrompido em março por ataques israelenses. Mais recentemente, imagens de palestinos em situação de fome extrema em Gaza causaram comoção internacional e ampliaram as críticas a Israel devido às condições trágicas no território. Enquanto isso, a crise humanitária se intensifica em Gaza. Também nesta quarta, tanques israelenses avançaram no bairro de Ebad-Alrahman, na Cidade de Gaza, destruindo casas e levando moradores a fugir. Israel aprovou um plano para tomar o local, que descreve como o último bastião do Hamas, apesar de o governo já ter afirmado que o grupo terrorista não existe mais como força militar no território. Cerca de metade dos dois milhões de habitantes de Gaza vive atualmente na cidade, e Israel afirmou que eles deverão se deslocar.Questionado sobre os planos para a criação de um Estado palestino, o Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou que essa possibilidade está descartada. Leia Também: Brasil prepara exercício militar próximo à Venezuela e quer evitar associação a crise de Maduro com EUA
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