“Estamos iniciando uma reformulação nas principais empresas estatais de energia”, anunciou o líder ucraniano em um comunicado compartilhado nas redes sociais. De acordo com o comunicado, um novo conselho de supervisão deve assumir suas funções dentro de uma semana na Energoatom. Outras estatais do setor energético também estão envolvidas no escândalo, incluindo a operadora hidrelétrica do país e as empresas nacionais de extração e transporte de gás. Na segunda-feira, o Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) anunciou ter descoberto um esquema criminoso que teria desviado 100 milhões de dólares (cerca de 86 milhões de euros) no setor, o que levou à demissão dos ministros da Justiça e da Energia. Segundo Zelensky, será realizada uma auditoria completa das atividades financeiras das empresas envolvidas, além da substituição de seus administradores e dos representantes do Estado nos conselhos de administração. “Qualquer esquema descoberto nessas empresas deve ser enfrentado com uma resposta rápida e justa”, alertou. O presidente ucraniano afirmou no comunicado que instruiu os membros do governo a manterem “uma comunicação constante e construtiva com as autoridades policiais e os órgãos anticorrupção”. O escândalo recente também abalou a presidência, já que o suposto mentor do esquema, Timur Mindich, era considerado um amigo próximo de Zelensky. No último verão, o governo foi amplamente criticado por tentar retirar a independência do NABU e da Procuradoria Anticorrupção (SAP), criados há 10 anos, mas recuou diante dos protestos generalizados da sociedade civil e dos aliados ocidentais de Kyiv. O setor energético da Ucrânia tem sido duramente atingido nos últimos dias por uma campanha de bombardeios em larga escala com mísseis e drones russos, deixando grande parte do país no escuro. O último grande ataque em Kyiv, ocorrido na madrugada de sexta-feira, deixou pelo menos sete mortos e dezenas de feridos. Leia Também: Alerta global: Cientistas alertam para uma possível catástrofe em 2026
Ultimas Noticias
- China mantém taxas de empréstimos pelo décimo mês consecutivo
- Organização Marítima quer corredor humanitário no Estreito de Ormuz
- Europa e Japão manifestam disposição para abrir Estreito de Ormuz
- Irã volta a atacar Catar após Trump ameaçar destruir campo de gás Pars
- Argentina está disposta a mandar militares para guerra se EUA pedirem
- Com patrimônio bilionário, Maduro diz não ter dinheiro para pagar defesa nos EUA
- Israel diz que não atacará mais infraestruturas de energia do Irã após pedido de Trump
- Irã confirma morte de mais um alto funcionário do regime


