A China apresentou pela primeira vez sua tríade de armamentos nucleares em desfile militar em Pequim nesta quarta-feira (3). A estratégia inclui meios terrestres, aéreos e marítimos. São eles o míssil de longo alcance lançado pelo ar JingLei-1, o míssil intercontinental via submarino JuLang-3 e dois mísseis intercontinentais terrestres DongFeng-61 e DongFeng-31. Segundo a agência estatal chinesa, as armas são um poder estratégico para garantir a soberania do país. O desfile celebra os 80 anos da vitória chinesa na chamada Guerra da Resistência contra o Japão e na Segunda Guerra Mundial. Além das armas nucleares, o desfile apresentou jatos, tanques de guerra, mísseis, sistemas de intercepção de mísseis e diversos tipos de aeronaves. O líder do país, Xi Jinping, fez a revista das tropas, além de um discurso. O início do desfile foi marcado pela entrada de Xi ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e de Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte, em mais um aceno aos dois países. As celebrações ocorrem um dia após Xi se reunir com diversos líderes por ocasião da Organização para Cooperação de Xangai, que aconteceu no último final de semana, e por decorrência da visita dos chefes de Estado para o próprio desfile militar. China, terra do meio Receba no seu email os grandes temas da China explicados e contextualizados Participaram dos encontros líderes como o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian; o presidente do Turcomenistão, Serdar Berdimuhamedov; o presidente do Tadjiquistão, Emomali Rahmon, e o presidente da Mongólia, Ukhnaa Khurelsukh, que também participou de encontro com a presença de Putin. Destaque maior foi dado ao russo, que afirmou que a Rússia e a China chegaram a um nível “sem precedentes” em suas relações. O movimento acontece em um momento em que países se veem pressionados pelas tarifas impostas por Donald Trump, ao passo que o presidente americano tenta negociar o fim da Guerra da Ucrânia com Putin. O desfile militar desta quarta ignorou os feitos dos americanos em território chinês. O país se colocou como o único vencedor da Guerra da Resistência, apesar de terem sido os EUA os responsáveis pelos ataques que deram cabo ao conflito.
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